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02.09.2010

Licença de trabalho para estrangeiros no Brasil

Imagem: Carteira de Trabalho

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou na quarta-feira (1), segundo informações da Agência Brasil, que lançará um programa para reduzir o tempo de espera para a concessão de licença de trabalho para estrangeiros no Brasil em 30%.

“Queremos ser um órgão facilitador e não burocrático”, afirmou o ministro, na abertura do seminário sobre mão de obra estrangeira no Brasil e brasileira no exterior, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Conselho Nacional de Imigração do ministério, Paulo Sérgio de Almeida, informou que as empresas poderão fazer o pedido de autorização de trabalho para profissional estrangeiro pela internet, o que simplifica o processo. Atualmente, a licença demora cerca de um mês para ser concedida. Com o novo sistema, a intenção é diminuir o prazo para 20 dias, segundo Almeida. O programa deve ser lançado na próxima semana.

Na semana passada, o ministério divulgou aumento de 18,85% nas autorizações de trabalho para estrangeiros no primeiro semestre de 2010 em comparação ao mesmo período de 2009 – foram 22,1 mil concessões para os estrangeiros, sendo que 20.760 são temporárias e 1.428 são permanentes.

A maioria das temporárias é para trabalhadores a bordo de embarcações ou plataformas. Há ainda licenças para cargos de assistência técnica e transferência de tecnologia sem vínculo formal empregatício, em navios de turismo, artistas e desportistas. Entre as permanentes estão administradores, diretores, gerentes e executivos. Os norte-americanos são os que mais desembarcam em território nacional.

Lupi afirmou que a mão de obra estrangeira não está tirando postos de trabalho dos brasileiros, mas reconheceu que o cenário revela falta de profissionais qualificados no país. Segundo ele, a pasta prepara ações para capacitação em áreas onde há deficiência, como petróleo e gás.

Uma das preocupações do setor industrial é a falta de engenheiros qualificados, cujo déficit anual é de 30 mil profissionais, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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