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	<title>Comentários sobre: Educação Étnicorracial em Pernambuco</title>
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		<title>Por: Joabtupac de oliveira(o progador)</title>
		<link>http://www.infojovem.org.br/blog/2010/08/05/educacao-etnicorracial-em-pernambuco/comment-page-1/#comment-5864</link>
		<dc:creator><![CDATA[Joabtupac de oliveira(o progador)]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jun 2012 11:13:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://infojovem.org.br/?p=5591#comment-5864</guid>
		<description><![CDATA[justificativa econômica desse lugar de exclusão: o pobre é quem sofre com as conseqüências do lugar de desprivilegiado, independente de ‘raça’. Exclusão esta que marca até discriminações entre os negros. É inegável a correlação entre raça, renda e desigualdade social, como apontado por Câmara (2006), revelando mudança de paradigmas na medida em que essa sociedade associativa são explicita, o quanto é perversa a discriminação racial neste contexto.  Assim, busca-se discutir a superação da desigualdade como forma de evidenciar o assunto, o que se revela
predominante na crença de que a superação da desigualdade e discriminação seja através de educação com qualidade (formal ou informal).
A centralidade da educação, que perpassa pelos campos político, econômico e social, se articula às políticas de ação afirmativa segregaristas. Os argumentos contrários centrais são melhorias na educação e na iguais oportunidades, pois se entende medidas compensatórias como uma forma de menosprezar os negros.
Argumentos favoráveis é que diante de uma situação de desfavorece-mento, tais políticas seriam a alternativa para reverter essa situação, já que não considera o ‘diferente’ como ‘igual’ sem que as oportunidades sejam as mesmas. Como aponta Câmara (2006), a correlação &quot;cor e renda, passaram a destacar os efeitos
concretos que sucessivas décadas de sonegação de direitos aos não-brancos tiveram sobretudo no que tange à desigual distribuição, não apenas de renda, mas notadamente de oportunidades.&quot; (p. 85).  O apoio à política de cotas aparece argumentado de diferentes formas: por ser uma dívida histórica, um  compromisso moral e de todos, na necessidade de se rever os métodos com que estão sendo executadas e seu caráter transitório. Políticas de ação afirmativa podem ser articuladas com um momento histórico em que se passou a discutir a
necessidade de direitos universais do Homem e da Mulher. Enquanto hoje se fala com certa naturalidade da importância dos direitos de liberdade e igualdade, sociais e políticos, evidencia-se a dificuldade em garanti-los.
Fala-se muito em igualdade, em defendê-la, porém, em poucos momentos questiona-se sobre o que está sendo entendido como igualdade. A compreensão do lugar do afro-descendente na luta por direitos, permite-nos perceber o quanto essa discussão está ausente. Contudo, outros trazem o questionamento do direito à diferença, fundamental nessa luta de direito a ter direitos, pois se em nossa realidade política
econômica, em vários contextos, a luta é por sobrevivência, pelo reconhecimento da dignidade de ser Humano, então, a luta por igualdade se apresenta em segundo plano na medida em que a cidadania (na prática) não existe.
Assim, é inegável a necessidade de se fomentar discussões a respeito dessas questões e contradições, pois
ao mesmo tempo em que tais questionamentos se revelam presente nesses discursos também revelam que
algumas construções histórico-sociais, político ideológico, como o ‘lugar’ do ser negro ou afro-descendente
na luta por direitos não está articulada com fatores significativos que a produzem.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>justificativa econômica desse lugar de exclusão: o pobre é quem sofre com as conseqüências do lugar de desprivilegiado, independente de ‘raça’. Exclusão esta que marca até discriminações entre os negros. É inegável a correlação entre raça, renda e desigualdade social, como apontado por Câmara (2006), revelando mudança de paradigmas na medida em que essa sociedade associativa são explicita, o quanto é perversa a discriminação racial neste contexto.  Assim, busca-se discutir a superação da desigualdade como forma de evidenciar o assunto, o que se revela<br />
predominante na crença de que a superação da desigualdade e discriminação seja através de educação com qualidade (formal ou informal).<br />
A centralidade da educação, que perpassa pelos campos político, econômico e social, se articula às políticas de ação afirmativa segregaristas. Os argumentos contrários centrais são melhorias na educação e na iguais oportunidades, pois se entende medidas compensatórias como uma forma de menosprezar os negros.<br />
Argumentos favoráveis é que diante de uma situação de desfavorece-mento, tais políticas seriam a alternativa para reverter essa situação, já que não considera o ‘diferente’ como ‘igual’ sem que as oportunidades sejam as mesmas. Como aponta Câmara (2006), a correlação &#8220;cor e renda, passaram a destacar os efeitos<br />
concretos que sucessivas décadas de sonegação de direitos aos não-brancos tiveram sobretudo no que tange à desigual distribuição, não apenas de renda, mas notadamente de oportunidades.&#8221; (p. 85).  O apoio à política de cotas aparece argumentado de diferentes formas: por ser uma dívida histórica, um  compromisso moral e de todos, na necessidade de se rever os métodos com que estão sendo executadas e seu caráter transitório. Políticas de ação afirmativa podem ser articuladas com um momento histórico em que se passou a discutir a<br />
necessidade de direitos universais do Homem e da Mulher. Enquanto hoje se fala com certa naturalidade da importância dos direitos de liberdade e igualdade, sociais e políticos, evidencia-se a dificuldade em garanti-los.<br />
Fala-se muito em igualdade, em defendê-la, porém, em poucos momentos questiona-se sobre o que está sendo entendido como igualdade. A compreensão do lugar do afro-descendente na luta por direitos, permite-nos perceber o quanto essa discussão está ausente. Contudo, outros trazem o questionamento do direito à diferença, fundamental nessa luta de direito a ter direitos, pois se em nossa realidade política<br />
econômica, em vários contextos, a luta é por sobrevivência, pelo reconhecimento da dignidade de ser Humano, então, a luta por igualdade se apresenta em segundo plano na medida em que a cidadania (na prática) não existe.<br />
Assim, é inegável a necessidade de se fomentar discussões a respeito dessas questões e contradições, pois<br />
ao mesmo tempo em que tais questionamentos se revelam presente nesses discursos também revelam que<br />
algumas construções histórico-sociais, político ideológico, como o ‘lugar’ do ser negro ou afro-descendente<br />
na luta por direitos não está articulada com fatores significativos que a produzem.</p>
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		<title>Por: Joabtupac de oliveira(o progador)</title>
		<link>http://www.infojovem.org.br/blog/2010/08/05/educacao-etnicorracial-em-pernambuco/comment-page-1/#comment-5863</link>
		<dc:creator><![CDATA[Joabtupac de oliveira(o progador)]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jun 2012 11:10:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Questão racial se apresenta inegavelmente em nosso cotidiano, e constitui nossa história enquanto
sujeitos sociais, permeando a construção de identidades e fomentando a discussão da igualdade e
diferença, assim como da diversidade do ser humano. Tais discussões, ao refletir a complexidade da
formação identitária nacional, da especificidade da produção brasileira, são relevantes no sentido de
desnaturalizar questões presentes na cultura, elucidando construções histórico-sociais como a (re)produção
das desigualdades raciais, contribuindo, com isso, com o campo de conhecimento da psicologia.
Na consolidação do Estado Moderno (nação), a constituição da identidade nacional parece favorecer-se da
miscigenação e de mitos como o da democracia racial, pois disfarçava a evidente discriminação
estabelecida entre brancos e negros, divisão que era, sobretudo, econômica. Sendo o padrão de
constituição das identidades o branco, ocidental, europeu, as teorias das raças podem ser compreendidas
como forma de manutenção da ordem social e consolidação do negro como raça inferior, na medida em que
tais produções teóricas justificaram a reprodução das funções sociais. As teorias das raças remetem à
discussão de igualdade e diferença, que são base da construção da (in) justiça social
Deus o altor e consumado Agradese!   joabtupac]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Questão racial se apresenta inegavelmente em nosso cotidiano, e constitui nossa história enquanto<br />
sujeitos sociais, permeando a construção de identidades e fomentando a discussão da igualdade e<br />
diferença, assim como da diversidade do ser humano. Tais discussões, ao refletir a complexidade da<br />
formação identitária nacional, da especificidade da produção brasileira, são relevantes no sentido de<br />
desnaturalizar questões presentes na cultura, elucidando construções histórico-sociais como a (re)produção<br />
das desigualdades raciais, contribuindo, com isso, com o campo de conhecimento da psicologia.<br />
Na consolidação do Estado Moderno (nação), a constituição da identidade nacional parece favorecer-se da<br />
miscigenação e de mitos como o da democracia racial, pois disfarçava a evidente discriminação<br />
estabelecida entre brancos e negros, divisão que era, sobretudo, econômica. Sendo o padrão de<br />
constituição das identidades o branco, ocidental, europeu, as teorias das raças podem ser compreendidas<br />
como forma de manutenção da ordem social e consolidação do negro como raça inferior, na medida em que<br />
tais produções teóricas justificaram a reprodução das funções sociais. As teorias das raças remetem à<br />
discussão de igualdade e diferença, que são base da construção da (in) justiça social<br />
Deus o altor e consumado Agradese!   joabtupac</p>
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