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	<title>InfoJovem &#187; Camisinha</title>
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		<title>Distribuição de camisinhas pelo governo federal caiu 30% em 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 14:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Camisinha]]></category>
		<category><![CDATA[DST e AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[saúde sexual]]></category>

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		<description><![CDATA[Preocupados com o controle da aids, médicos e ativistas questionam estratégia do Ministério da Saúde, que identificou queda de demanda em pesquisa; a pasta afirma que houve realinhamento das capacidades de estoque dos Estados e municípios]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do que havia anunciado, o governo federal reduziu a  distribuição de camisinhas no País. Em 2010, o total enviado a Estados e  municípios foi 30% menor que em 2009. O uso do preservativo é  considerado essencial para evitar a infecção pelo HIV, o vírus causador  da aids.</p>
<p>A mudança ocorreu menos de um ano depois de uma pesquisa encomendada  pelo Ministério da Saúde identificar a queda do uso do preservativo e de  a pasta avaliar que a melhor estratégia para combater o problema seria  facilitar o acesso.</p>
<p>Em 2009, o governo distribuiu 465,2 milhões de camisinhas &#8211; número  recorde. No ano seguinte, com queda de 30%, foram distribuídos 327  milhões de preservativos, total inferior inclusive a 2008 (406,5  milhões).</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-10961" href="http://infojovem.org.br/2011/06/10/distribuicao-de-camisinhas-pelo-governo-federal-caiu-30-em-2010/ger100620111/"><img class="aligncenter size-full wp-image-10961" title="GER100620111" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2011/06/GER100620111.jpg" alt="" width="350" height="664" /></a></p>
<p>&#8220;Diante de um cenário de queda de uso de camisinhas, o esperado seria  um reforço na distribuição. Algo que, por alguma razão, não se  identifica nos balanços realizados&#8221;, constata o pesquisador do  Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo (USP),  Alexandre Grangeiro.</p>
<p>Em alguns Estados, a mudança foi expressiva. Santa Catarina e  Paraíba, por exemplo, receberam do governo federal, no ano passado,  quase a metade do que haviam recebido em 2009. Piauí, por sua vez,  recebeu pouco mais de um terço, e Sergipe, um quarto.</p>
<p>&#8220;O governo federal está sendo corresponsável pelas novas infecções de  aids que ocorrem no País&#8221;, reagiu o presidente do Grupo Pela Vidda de  São Paulo, Mario Scheffer.</p>
<p>Ele observa que a redução na distribuição de camisinhas ocorre num  momento em que se exigia audácia do governo federal na busca por  estratégias mais eficazes de prevenção. &#8220;O que vemos é justamente o  contrário. Em vez de reagir, de questionar as estratégias usadas diante  da redução da demanda de camisinhas, o governo se cala.&#8221;</p>
<p>Incidência. A epidemia de aids no País se encontra estabilizada, mas  em padrões ainda considerados altos. Em 2009, foram descobertos 38.538  novos casos da doença, um número 3% maior que o de 2008. O boletim mais  recente mostra aumento da incidência entre a população de 13 a 24 anos.</p>
<p>Apesar de ser motivo de apreensão entre ativistas e especialistas no  controle da aids, a mudança na grade de distribuição é vista com  naturalidade pelo governo. &#8220;Não houve redução da demanda nem  comprometimento das ações de prevenção&#8221;, afirmou, por e-mail, o diretor  do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde,  Dirceu Greco. Em vez de queda na grade de distribuição, ele afirma ter  havido um &#8220;realinhamento&#8221; das capacidades de estoques dos Estados e  municípios.</p>
<p>De acordo com o departamento, em 2009 os Estados teriam encomendado  uma quantia excessiva do produto. Como houve sobra na maior parte das  localidades, a solução foi fazer um ajuste, encaminhando em 2010 apenas o  que seria preciso para complementar a necessidades locais.</p>
<p>Isso explicaria exceções. Como São Paulo, onde a grade de  distribuição de 2010 foi mantida, pelo fato de o Estado ter usado o  quantitativo inicialmente programado. A justificativa não esclarece o  fato de em alguns Estados a distribuição de 2010 ter sido inferior à de  2008.</p>
<p>E o departamento argumenta que os Estados também adquirem  preservativos, num sistema de contrapartida. Para ativistas, a  explicação não convence. &#8220;A contrapartida não vem de hoje. E ela surge  como reforço, não como justificativa para redução na distribuição&#8221;, diz  Scheffer.</p>
<p><strong>Estratégia.</strong> A estratégia do ministério destoa do  discurso adotado nos últimos anos. Em 2009, após a divulgação da  pesquisa apontando a redução do uso de preservativos, o governo  enfatizou a necessidade de reforçar a distribuição. Na ocasião, foi  anunciada a licitação de 1,2 bilhão de camisinhas &#8211; um quantitativo que  nunca chegou aos armazéns do País. Desse total, o governo conseguiu  comprar 750 milhões.</p>
<p>Uma dificuldade semelhante ocorreu no ano anterior. Em 2008, o  ministério havia anunciado a licitação de outros 1,2 bilhão de  preservativos, dos quais chegaram ao País 788,8 milhões. Agora, a pasta  anuncia a compra de 1,4 bilhão de camisinhas.</p>
<p>&#8220;O próprio volume de compras indica que governo esperava um aumento  da demanda. Se ele não ocorre dentro dos padrões esperados, é claro que  houve uma falha no meio do caminho&#8221;, completou Scheffer.</p>
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