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	<title>InfoJovem &#187; descanso</title>
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		<title>Jovens de classe média adotam a preguiça como profissão</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 05:00:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ir a praia numa quarta-feira. "Se eu estivesse trabalhando, isso não seria possível", diz Andréa M., 22, paulista formada em gastronomia.]]></description>
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<div id="attachment_11024" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-11024" href="http://infojovem.org.br/2011/06/14/jovens-de-classe-media-adotam-a-preguica-como-profissao/jovem-descansando/"><img class="size-full wp-image-11024  " title="jovem descansando" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2011/06/jovem-descansando.jpg" alt="" width="257" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Jovem e computador</p></div>
<p>Ir a praia numa quarta-feira. &#8220;Se eu estivesse trabalhando, isso não seria possível&#8221;, diz Andréa M., 22, paulista formada em gastronomia.</p>
<p>Qualidades não faltam a Andréa. Além do talento na cozinha, fala espanhol fluente. Mas, no currículo, há somente quatro experiências que não somam mais do que seis meses de trabalho.</p>
<p>Ela conta que, para espantar a monotonia, sai três ou quatro vezes por semana. Seu roteiro inclui bares e baladas na Vila Madalena.</p>
<p>Andréa admite que os seus pais não concordam muito com sua situação atual. &#8220;Vivem me dizendo para ir trabalhar. Mas agora, no inverno, prefiro é ficar embaixo das cobertas.&#8221;</p>
<p>Andréa está entre os 3,4 milhões de brasileiros com menos de 24 anos que não estão nas salas de aula e nem atuando no mercado formal de trabalho. O número é um estudo recente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas).</p>
<p>A maioria desses jovens, porém, não está longe do mercado de trabalho por preguiça. Há todo tipo de razão: rapazes fora do mercado por causa do serviço militar, jovens mães, portadores de deficiência física ou mental, dependentes químicos e, é claro, gente que procura emprego e não acha.</p>
<p>Esses 3,4 milhões representam menos de 15% dos brasileiros entre 18 e 24 anos. É um valor bem menor do que os quase 50% de jovens desempregados na Espanha, por exemplo, onde surgiu a geração &#8220;ni-ni&#8221;, de &#8220;ni estudian, ni trabajan&#8221;.</p>
<p>Andréa, porém, está confortável com a sua situação de &#8220;ni-ni&#8221;, ao contrário dos jovens espanhóis, que vão às ruas protestar. Ela não é, claro, a única jovem com boa formação que optou, com a anuência dos pais, pelo ócio como forma de vida.</p>
<p>Para Bruno Wolfsdorf, 21, por exemplo, as férias também duram o ano inteiro. &#8220;Meu dia começa às 13h, horário que costumo acordar, depois vou para o videogame ou computador&#8221;, diz. Ele acabou de chegar de um mochilão de um ano na Europa.</p>
<p>Ele também estudou gastronomia e fala inglês, espanhol e hebraico. Diz não querer ficar muito tempo sem fazer nada, mas não reclama. &#8220;Não está ruim, o que pega mesmo é na hora da grana.&#8221;</p>
<p>O jovem costuma sair todos os dias nos bairros Itaim Bibi, Vila Madalena e Morumbi. A grana, lógico, vem do bolso dos pais. Ele não tem carro próprio, mas isso não é problema. &#8220;Em casa sempre tem um na garagem que eu posso usar.&#8221;<br />
Segundo a psicóloga Kênia Piacentini, esse estilo de vida pode ser consequência do comportamentos dos pais dos jovens.</p>
<p>&#8220;São geralmente pessoas com dificuldade de se verem independentes dos filhos, gerando uma proteção exagerada que faz com que esses jovens se acomodem, cria dependência.&#8221;</p>
<p>Fonte: Correio do Estado</p>
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