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	<title>InfoJovem &#187; Favela</title>
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		<title>Daniel Senise fala sobre sua experiência de expor na Maré</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Aug 2013 17:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Débora Almeida]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/08/DS3-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="DS3" /></p>O evento TRAVESSIAS 2 – Arte Contemporânea na Maré, pro [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/08/DS3-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="DS3" /></p><p>O evento <a href="http://2013.travessias.org.br" target="_blank"><i>TRAVESSIAS 2 – Arte Contemporânea na Maré</i></a>, promovido pelo Observatório de Favelas da Maré – com curadoria de Felipe Scovino e Raul Mourão, reuniu no Galpão Bela Maré produções inéditas de renomados artistas visuais para uma grande troca de experiências estéticas, articulando um produtivo diálogo entre artistas consagrados e artistas locais. Um dos artistas convidados para o Travessias era Daniel Senise, que desenvolveu a obra “Parede com cinco buracos” especialmente para a exposição. Abaixo seguem algumas percepções do artista sobre a experiência de expor na Maré:</p>
<p><strong>IE: Como surgiu o convite para a segunda edição do Travessias?</strong></p>
<p><strong>DANIEL:</strong> O Travessias é um projeto que começou a ser feito na comunidade da Maré, no Galpão Bela Maré, ministrado pelo Jailson de Souza. Este ano, na segunda edição, os curadores eram o Felipe Scovino e o Raul Mourão&#8230; Pra mim foi muito bom, porque sempre quis fazer um trabalho social, mas não sabia por onde começar, e esta foi uma grande oportunidade. O trabalho foi incrível.</p>
<div id="attachment_14879" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" wp-image-14879   " alt="DS3" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/08/DS3.jpg" width="332" height="221" /><p class="wp-caption-text">(Foto: oesquema.com.br)</p></div>
<p><b>IE:</b> Você fez um trabalho especial para esta exposição?</p>
<p><strong>DANIEL: </strong>Fiz, foi um <i>site especific*</i>&#8230; a decisão não foi imediata. Aconteceu depois de algumas visitas ao Galpão, e conversas com o Raul. A <i>Parede com cinco buracos</i> é bem diferente da minha atual produção. Era uma parede, na entrada da exposição, com cinco pequenos buracos. No primeiro buraco você via um museu de Paris, no segundo o MoMa de Nova Iorque, no terceiro era o National Gallery, de Londres, o quarto era o MAM, do Rio de Janeiro, e o último era o próprio espaço do Galpão Bela Maré.</p>
<p>Acho difícil este trabalho ser exposto em outro lugar, pois em qualquer outro lugar ele muda seu significado, por isso é um <i>site specific</i>&#8230; e sobre tudo para aquele lugar, não só pelo museu, mas para aquela comunidade, por uma questão de acesso ao circuito cultural.</p>
<p>Tive que justificar pra mim mesmo que este é um trabalho meu, porque é muito diferente do que eu faço. Foi um grande esforço coletivo em dois meses, foi tudo feito aqui no ateliê, as maquetes&#8230; Íamos descobrindo as coisas enquanto produzíamos. Terceirizei algumas coisas também.</p>
<div id="attachment_14878" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" wp-image-14878   " alt="(Foto: oesquema.com.br)" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/08/DS2.jpg" width="336" height="225" /><p class="wp-caption-text">(Foto: oesquema.com.br)</p></div>
<p><strong>IE: Este quinto buraco do trabalho, tem a real intenção de mostrar que o Galpão Bela Maré é um polo de arte tanto quanto os outros mostrados nos outros buracos?</strong></p>
<p><strong>DANIEL :</strong> É um lugar de arte. Não tão sofisticado como os outros, talvez. O meu desejo é fazer o trabalho em que as leituras que venham dele sejam da autoria do observador obviamente induzido por mim, e que o trabalho tenha uma visão positiva do lugar, onde você pode ver os museus do mundo e ver o lugar que está incluído nesta série. O outro desejo é que seja algo informativo, mas antes disso tudo é que seja algo sofisticado, (há alguns trabalhos contemporâneos incríveis, mas que só funcionam por enquanto em um MoMa, enfim&#8230;) Queria que as pessoas ficassem surpresas, que achassem bonito, que questionassem como era feito, por sua complexidade de produção&#8230; compreendendo que houve um grande esforço para ser apresentado ali.</p>
<p><strong>IE: Como foi o <i>feedback</i> da comunidade a este trabalho? Você percebe que as questões dialogadas na exposição foram compartilhadas e percebidas pelos moradores locais?</strong></p>
<p><strong>DANIEL:</strong> Este trabalho obteve uma resposta muito intensa, e terá desdobramentos, que era o que eu queria. Um deles, o mais importante, é que haverá um projeto de aulas de desenho de observação, ministradas por mim, para crianças da comunidade.</p>
<p>Quanto ao real feedback da comunidade, eu não sei, pois não sei com o quanto da comunidade eu falei. Para chegar em uma comunidade dessas, que está oprimida pelo tráfico, que não tem liberdade de pensamento, e chega alguém da zona sul, com uma “cultura sem fronteiras”, às vezes tem uma resistência a ser enfrentada, pois esse lugar tem sua cultura local&#8230; na música, na moda, no grafite&#8230; Então os dois lados tem que saber como se comunicar. Esse trabalho do Galpão, do Jailson, do Raul Mourão, da Luísa Mello, tem a intenção de integrar esses grupos urbanos que estão separados por essa questão social em que vivemos. Então chegar lá com a melhor das intenções pode dar pouco resultado. Na inauguração tinha muita gente da zona sul. O quanto que isso repercute na comunidade local eu não sei, depende da organização. É complicado, mas é um começo.</p>
<p>Como essas informações são digeridas depois, é algo que está além da nossa capacidade. Cada um tem sua maneira, tem seu sistema e pensamentos, mas temos que pensar em quais outros produtos podemos oferecer para essas pessoas.</p>
<div id="attachment_14880" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" wp-image-14880 " alt="(Foto: casa.com.br)" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/08/DS6.jpg" width="239" height="360" /><p class="wp-caption-text">(Foto: casa.com.br)</p></div>
<p><strong>IE: Você pretende desdobrar mais trabalhos para a comunidade da Maré, ou para outras comunidades?</strong></p>
<p><strong>DANIEL:</strong> Há dois anos atrás dei um curso de história da arte na Biblioteca de Manguinhos, para a comunidade de Manguinhos. O público foi diminuindo ao longo das aulas, e foi sendo substituído por algumas pessoas da zona sul. Quando pensei em dar o curso novamente, me senti incomodando com aquilo, por saber que a comunidade mesmo não comparecia, mas sabia que, em primeiro lugar, eu não era um professor com uma didática incrível e não tinha a menor prática de sala de aula, embora fosse a intenção bem pragmática, de situar minimamente o que é a história da arte.</p>
<p>Recentemente estive em Xerém, em uma ONG que trás as crianças da comunidade, que estão no ensino fundamental, para ter aulas de arte. Os professores são voluntários, e estão lá para ter uma troca de conhecimento. Tive uma breve experiência com uma das crianças que estava desenhando, e conversando com ela sobre o seu desenho, percebi na prática daquele contexto o que já sabia na teoria, que o desenho é um grande instrumento para trazer a pessoa para o pensamento, para sua realidade em volta e se expressar sobre ela. Como a troca aconteceu de forma fácil, pois tenho o domínio da técnica do desenho, e eles ainda não tem uma resistência tão forte em relação ao mundo externo a comunidade, pensei dar aula para essa galera.</p>
<p><em>* Site especif </em>é uma expressão das artes plásticas que  denomina uma obra elaborada e construída para um espaço, tempo, contexto e público específico.</p>
<p><em>por Aline Dantas, Instituto Empreender Cultura</em></p>
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