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	<title>InfoJovem &#187; manifestação</title>
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		<title>Gigante voltou a dormir (oito horas por dia)</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jun 2013 17:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Débora Almeida]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Depois de conquistas importantes como a redução  [&#8230;]]]></description>
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<div id="attachment_14735" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" wp-image-14735   " alt="Assembleia Popular Horizontal de Belo Horizonte foi realizada no dia 27 de junho (Foto: Mídia Ninja)" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/8442_198046860353467_1528149042_n.jpg" width="369" height="246" /><p class="wp-caption-text">Assembleia Popular Horizontal de Belo Horizonte foi realizada no dia 27 de junho (Foto: Mídia Ninja)</p></div>
<p>Depois de conquistas importantes como a redução do valor do transporte público, a derrota da PEC 37 e a criminalização da corrupção, o movimento brasileiro de protestos atingiu um momento de reflexão e construção coletiva de  novas demandas.</p>
<p>O mês de julho de 2013 entrou pra história do Brasil. Milhões de pessoas saíram de suas casas para protestar contra a precariedade do transporte público, a corrupção, a falta de diálogo e transparência na gestão pública, a homofobia, a impunidade e todas as bandeiras possíveis e imagináveis.</p>
<p>Muito mais do que o medo da violência policial e dos vândalos, os protestos foram esvaziados porque os governos estão ouvindo, dialogando e ATENDENDO as demandas apresentadas pelo povo. Agora é hora de construir pautas e ações para conquistar novas vitórias políticas através de comitês e assembleias populares.</p>
<p>Procure nas redes, Facebook e Twitter, por tags como <strong>#Precisamosconversar</strong> e <strong>#AssembleiaPopular</strong>. Outra forma de saber a data das assembleias e reuniões populares é buscar informações nas páginas de organizações participantes do movimento como UNE, Fora do Eixo e MST.</p>
<p>Os desavisados podem achar que o gigante voltou a hibernar, mas os protagonistas das manifestações de julho passaram a dormir as recomendadas oito horas por dia. A principal vitória do povo nas recentes manifestações é – sem dúvida – a conquista da consciência crítica a cerca da política nacional.  E pra esse processo seja definitivo essa geração vai ter que aprender a dormir, comer, trabalhar e viver AO MESMO que luta por um país melhor!</p>
<p><em>por Portal Infojovem</em></p>
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		<title>Algumas impressões da primeira mobilização no Recife</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jun 2013 21:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Débora Almeida]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="300" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/946418_139223309613434_544124358_n-1-300x300.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Foto: Manifesto Recife (www.facebook.com/manifestorec)" /></p>por Mariana Lyra* Aconteceu no dia 20 de junho de 2013  [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="300" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/946418_139223309613434_544124358_n-1-300x300.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Foto: Manifesto Recife (www.facebook.com/manifestorec)" /></p><div id="attachment_14718" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" wp-image-14718 " alt="Foto: Manifesto Recife (www.facebook.com/manifestorec)" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/946418_139223309613434_544124358_n-1.jpg" width="428" height="428" /><p class="wp-caption-text">Foto: Manifesto Recife (www.facebook.com/manifestorec)</p></div>
<p><em>por Mariana Lyra*</em></p>
<p>Aconteceu no dia 20 de junho de 2013 a primeira manifestação na cidade do Recife, a partir dos movimentos que tomaram às ruas de várias cidades do Brasil. A pautainicial foi a reinvindicação do aumento das tarifas dos ônibus que se ampliou durante as mobilizações.</p>
<p>Relatarei brevemente as minhas reflexões a partir do que eu vivenciei ontem na manifestação e do que venho acompanhando nas redes sociais. Não são conclusões e simsão impressões, pois a complexidade dos acontecimentos é grande, a forma de se mobilizar via internet e levar milhares de pessoas às ruas é algo novo no Brasil.</p>
<p>Algumas pessoas durante essa semana me perguntaram quem eram os líderes desse movimento e eu disse não conhecer e só sabia que tinham ligação com o movimento nacional que estava sendo liderado pelo Movimento Passe Livre. Mas ao mesmo tempo não sentia liderança, não achando ruim&#8230;Houve uma reunião presencial no DCE da Universidade Católica de Pernambuco para organizar a mobilização, mas não pude participar. E não recebi informações sobre os encaminhamentos globais no evento do facebook. Lembro que uma amiga fez um post sobre a importância de se inscrever uma carta geral sobre as pautas que seriam disseminadas no protesto e fazer um diálogo com os movimentos das outras cidades com o intuito de fortalecer a articulação. Curti o post, reforcei a importância e sugeri escrever no google drive (programa colaborativo do google), mas nenhuma ressonância&#8230; Fiquei com um sentimento de falta de foco, mas segui&#8230;</p>
<p>Conversei com alguns amigos e questionei se participariam da mobilização e todos foram unânimes que estariam presentes,pois não queriam perder esse momento de grande mobilização da cidade, principalmente aqueles que possuem um histórico de luta. E eu fiquei acompanhando durante a semana as manifestações nas outras cidades, a violência dos policiais agirem com os manifestantes, os oportunistas do movimentotentando desvirtuar a mobilização, além do modo como a mídia de massa estava direcionando as notícias.</p>
<p>O Governador de Pernambuco se antecipou em relação à redução do valor das passagens na Região Metropolitana do Recife, diminuindo R$0,10, o valor que tinha aumentado no mês de fevereiro deste ano. Isso não atrapalhou amobilização, mas houve uma tentativa de esfriá-la.</p>
<p>Saí da casa de uma amiga caminhando até o ponto de encontro da saída da manifestação. Pegamos o irmão dela no caminho, 18 anos, sua primeira manifestação. Sem muita consciência do que era aquilo tudo, mas com curiosidade. Fomos atualizando ele de algumas pautas e respondendo suas perguntas durante toda a mobilização, o que é PEC 37, o estatuto do nascituro, entre outras.</p>
<p>Saímos da concentração e fomos em direção ao Marco Zero da cidade, o Recife Antigo, tinha-se discutido o porquê deste ser o ponto final, para protestar contra FIFA que fará a Fan Fest neste local e todas as condições impostas de uso. Mas isso não foi uma diretriz da grande mobilização, só de algumas pessoas.</p>
<p>Começamos a acompanhar a saída do protesto e vi muitas formas de manifestação, cada pessoa querendo falar algo, amaioria com cartazes nas mãos, alguns bem criativos. Emcertos momentos vi a galera gritando “vem pra rua vem!”, cantando o hino e palavras de ordens, em outros o pessoal calado, observando, conversando com o amigo e seguindo. Vi algumas pessoas gritando dizeres que não tem haver com um protesto, mas passamos o grupo e nos encontramos com outros, uma pessoal com megafone fazendo uma fala politizada. Vi várias tribos no protesto, desde os punks até as pessoas que curtem axé. Nunca tinha visto tanta gente junta ao mesmo tempo, minha recordação foi o Fórum Social Mundial 2005, que vivi uma grande desilusão da violência instalada no acampamento das juventudes, mas que faz parte da construção social a partir das contradições vividas. Tanto que participei do Fórum Social Mundial de 2006 em Caracase experimentei outra experiência.</p>
<p>No Recife foi uma manifestação tranquila no geral, só vi uma tentativa de arrastão. A polícia também não se excedeu, não vi atitudes truculentas. Apesar de ter visto algumas notícias no dia seguinte. Muitos disseram que isso foi estratégia, pode ter sido, mas a polícia não agiu da mesma forma como no protesto de fevereiro contra o aumento das passagens, no primeiro dia da manifestação, um cenário que se modificou no segundo dia, de acordo com vários relatos.</p>
<p>Não estava com muitas expectativas, sabia que não iria ver um protesto com foco. Mas conseguir tirar milhares de pessoas de casa, e muitas pela primeira vez foi uma vitória. O processo de politização será gradativo e o caminho é longo seeu parar e observar que essas pessoas que foram às ruas pela primeira vez não participam, na sua maioria, da discussão das pautas por melhorias sociais, questões como a desigualdade social, o sucateamento da educação, saúde, etc. Mas acheiimportante o dia de ontem, de ver uma diversidade de pessoas ocupando a rua, de ver as contradições, das pessoas se verem e se ouvirem.</p>
<p>Em relação a defender tudo e ao mesmo tempo nada, um dos sentimentos relatados por muitos manifestantes e de cada pessoa levar a sua pauta é importante pararmos pra avaliar como estão sendo desenvolvidas as manifestações, pra quer mesmo queremos realizá-las? Quais são as metas a serem alcançadas? Vamos tentar aproveitar essa oportunidade para discutir um Brasil mais justo e humano? Em momentos da passeata senti um vazio e pensei o que vem depois? A despolitização era algo previsível&#8230; Mas também não quero subestimar o potencial das pessoas de mudança Tenho a consciência que não sabemos protestar, muita coisa a aprender. Precisamos participar de forma propositiva e articulada para organizar próximas manifestações com mais foco. O ideal é realizarmos debates pra refletir as experiências, compartilhar sensações. Precisamos avançar na qualidade das pautas o carro chefe, a meu ver, é o desenvolvimento de uma real reforma política, só assim podemos avançar. Mas estou com esperança que iremos aprender caminhando.</p>
<p>Indico dois artigos e um vídeo:</p>
<p><a href="http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/06/21/e-em-sao-paulo-o-facebook-e-o-twitter-foram-as-ruas-literalmente/" target="_blank">E, em São Paulo, o Facebook e o Twitter foram às ruas. Literalmente</a></p>
<p><a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;post_id=1268" target="_blank">Primeiras reflexões</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=hYa80eEZj2Q"><iframe width='425' height='344' src='//www.youtube.com/embed/hYa80eEZj2Q?autoplay=0&loop=0&rel=0' frameborder='0' allowfullscreen></iframe><br />
</a></p>
<p>E finalizo o texto com um trecho do discurso de Slavoj Žižek, aos manifestantes do movimento Occupy Wall Street:</p>
<p>&#8220;Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.&#8221;</p>
<p>* Mariana Bezerra Lyra : Colaboradora da Universidade da Juventude, administradora pela Universidade Estadual de Pernambuco, consultora na área de juventude e militante por uma sociedade mais justa, humana e sustentável. Contato: mariblyra@gmail.com</p>
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		<title>Acorda, Recife, Acorda! Isso não é o galo</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jun 2013 15:06:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Débora Almeida]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="168" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Recife_2-300x168.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Foto: Marina Maria" /></p><div id="attachment_14721" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" wp-image-14721  " alt="Foto: Marina Maria" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Recife_2.jpg" width="403" height="227" /><p class="wp-caption-text">Foto: Marina Maria</p></div>
<p><em>por Aline de Andrade*</em></p>
<p>Gatinhas e gatinhos. Todo mundo transado. Carnaval? Sim carnaval! Rolou frevo, maracatu, teve bloco como o “foca” na mobilização com uma foquinha lilás, pessoas fantasiadas, até Jesus pintou lá! Crianças, adolescentes, muita gente bonita e bem arrumada, apareceram uns políticos de terno e gravata.</p>
<p>Para onde vamos? Ninguém sabe! Que horas vai sair? também não! Não há líderes! São jovens gritando no meio da Agamenon Magalhães “desce, desce” pras pessoas nos ônibus, são meninas arrumando a franja e tirando fotos com cartazes no parque, meninos que passam com cartolinas “acordei gay”, a luta pela justiça econômica em sintonia com a luta de pela justiça cultural, tantas singularidades, tanta gente nova que nunca esteve lá. <i>E olha, olha, olha, olha a água mineral do Candeal você vai ficar legal!</i>. Era isso, Recifolia!</p>
<p>A coisa tinha já começado, chegar lá já era o protesto e como formigas caminhando na pista, adentramos na folia, corando o hino de Pernambuco, o hino do Brasil, um “sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”&#8230; e mais algumas palavras de ordem vazias! O que faremos com isso?</p>
<p>Parada no sinal vermelho, pessoas na janela com panos brancos e lençóis, policias com flores e faixas e para todo aquele que saísse da ordem: vaias! Um assombroso uhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh</p>
<p>Revolução? Utopia? Uma nova ordem mundial? Nada de bandeiras! Apenas nosso caminhar pacifico, apenas nosso galo facistóide que canta! Recife com 100 mil manifestantes, um troço inédito, absolutamente novo, a Conde da Boa Vista tomada, do Derby ao Marco Zero, uma longa linha reta inundada, nada de gás, nada de nada, nada de balas de borracha! A auto-regulação a serviço da repressão da conduta desviante. E muito antes e porque não sabemos para onde vamos, vamos embora!</p>
<p><strong>O protesto como um deleite estético. Uma profusão poética de cartazes coloridos, uma imagem clara da nova nação! É a nossa proposta mais elegante! Apenas  vozes emaranhadas e circundantes da grande força dos 100 mil silenciosos que se dispersavam, com a hora exata, de voltar pra casa, pra suas redes, pra exposição midiática do face, levando consigo um Pernambuco diferente, inusitado, novo, encorpado, a nova democracia que cala e consente. A ética zen budista e o espírito capitalista.</strong></p>
<p>Tirando os comerciantes locais que faturaram com o assustado. Além de deixar mais um tanto de lixo no chão. O que foi conquistado? Risos do palácio que ecoavam: seus otários! Foi perfeito, tudo realmente arranjado. Parabéns PM, o contrato com a ordem está selado.</p>
<p>* Aline de Andrade é poeta e mestranda em sociologia da UFPE</p>
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		<title>Para continuar vindo para a rua</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jun 2013 17:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Débora Almeida]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="199" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/safe_image.php_-300x199.jpeg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Foto: Leo Lima" /></p>por Leonardo Custódio* Muita gente está vibrando com a  [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="199" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/safe_image.php_-300x199.jpeg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Foto: Leo Lima" /></p><div id="attachment_14690" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-14690" alt="Foto: Leo Lima" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/safe_image.php_.jpeg" width="376" height="250" /><p class="wp-caption-text">Foto: Leo Lima</p></div>
<p><em>por Leonardo Custódio*</em></p>
<p>Muita gente está vibrando com a redução das tarifas como se fosse a grande vitória das manifestações populares das últimas semanas. É claro que é uma festa justa: é muito raro ver governantes sem-graça sendo forçados especialmente pela juventude a mudar decisões.</p>
<p>Mas para mim, a vitória mesmo foi outra: o <b><span style="text-decoration: underline">#vemprarua</span></b>. As pessoas saíram em massa do conforto da cadeira do computador pra se juntar à militantes que já tomavam praças e esquinas para mudar o país. Mas esse também é o grande desafio para daqui em diante: como manter movimentada a via que liga as redes sociais às ruas e avenidas das cidades?</p>
<p>Tem gente por aí dizendo que o #vemprarua é coisa inspirada pelo comercial de uma montadora de automóveis. Mas você jovem que já era engajado em ações populares aí na sua cidade ou na internet sabe que isso não é verdade.</p>
<p>Por exemplo, há pelo menos dois anos eu acompanho bem de perto a militância de jovens que moram em favelas no Rio de Janeiro. E durante todo esse tempo, um dos lemas para mobilização que a galera mais usa é: “vem pra rua, morador!”. E isso é gritado não só pelas redes sociais, mas nas vielas das favelas em dias de manifestação seja por melhor qualidade de vida, seja contra violência policial. A diferença no caso das manifestações que pararam várias cidades no país é o número de pessoas que resolveram de fato ir pra rua.</p>
<p>Neste sentido, outra hashtag popular que é bem problemática é #ogiganteacordou. Na verdade, a militância e as mobilizações sempre existiram principalmente entre os jovens. Se você está aqui no Infojovem lendo este texto provavelmente já participou ou conhece alguém que tenha participado em algum tipo de mobilização popular, seja na net ou nas ruas.</p>
<p>Ano passado, por exemplo, durante a Cúpula dos Povos no período da Rio +20, eu e muitos de vocês estavam na passeata que reuniu centenas de milhares de jovens e adultos de partidos políticos, movimentos sociais, grupos estudantis, coletivos e cidadãos individuais na mesma Avenida Rio Branco tomada na última segunda-feira aqui no Rio. Só que no ano passado, era basicamente cada grupo defendendo sua própria bandeira e ideologia.</p>
<p>A surpresa esse ano foram tantas pessoas de tantos grupos sociais e políticos diferentes protestarem juntos. Pra mim, foram dois motivos pra essa união ideológica.</p>
<p>O primeiro é que as tarifas foram o elo que fez com que tanta gente se unisse por um objetivo específico. Os preços afetam a maioria diretamente independente das classes sociais e ideologias políticas. Talvez a dor no bolso tenha sido a razão para que tanta gente saísse das redes sociais para as ruas. Afinal, acordados muitos já estavam. O que fizeram foi finalmente sair do conforto e agir.</p>
<p>O segundo motivo eu acredito que tenha sido a confiança para buscar a legitimidade nas ruas. Quem usa redes sociais sabe: nós temos muito mais cara para dizer, fazer e acontecer quando estamos online do que quando estamos em algum lugar. E não se engane: tudo o que dizemos e fazemos online é verdadeiro e tem muito valor. Por exemplo, vários movimentos, petições, campanhas e ações foram muito importantes para gerar debates cruciais na sociedade brasileira. Não teríamos discutido Belo Monte ou o Ficha Limpa se não fossem as discussões organizadas nas redes sociais.</p>
<p>Mas é na rua que determinadas manifestações se legitimam. É da rua lotada de jovens e adultos, em paz ou quebrando tudo, que os políticos mais têm medo de confrontar. Mas ao mesmo tempo, muitos temos vergonha ou medo de levar nossas ideias revolucionárias para fora de nossas cabeças ou para além dos nossos perfis online. E no caso das manifestações das últimas semanas, muito mais gente percebeu que a luta não só pelas tarifas, mas por direitos, não seria tão eficaz se não fossemos para as ruas. É a rua lotada, parada e barulhenta que de fato desperta os que dormem para lutar contra os tantos problemas do país.</p>
<p>Por fim, é pensando no #vemprarua como a principal vitória das últimas semanas que fica o maior desafio: como manter o movimento forte, tanto online quanto offline, depois do sucesso da pressão pela redução das tarifas? Pra isso eu não tenho resposta. Mas hoje eu vou sair pra manifestação com minha bandeira pessoal por mais transparência nas decisões políticas e por mais justiça social. E já vi no Facebook que não vou estar sozinho lá na Candelária: tem mais gente lutando por isso e muito mais. E você? Qual vai ser sua estratégia para usar as redes sociais e contribuir com sua presença na próxima das muitas manifestações que vão parar o país para o continuar transformando?</p>
<p><b>Leonardo Custódio*</b> <i>é mestre em Ciências Sociais e doutorando em Comunicação, Universidade de Tampere, Finlândia. Atualmente pesquisa os aspectos offline do ativismo através da Internet feito por jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro.  Contato: </i><a href="mailto:leonardo.custodio@uta.fi"><i>leonardo.custodio@uta.fi</i></a></p>
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		<title>Saiba o que fazer caso seja detido em uma manifestação</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jun 2013 14:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Débora Almeida]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="200" height="300" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/7-Baltar-1-200x300.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Manifestante" /></p>Depois de uma série de manifestações em diversos pontos [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="200" height="300" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/7-Baltar-1-200x300.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Manifestante" /></p><div id="attachment_14665" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" wp-image-14665  " alt="Manifestante" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2013/06/7-Baltar-1.jpg" width="328" height="491" /><p class="wp-caption-text">Foto: Luiz Baltar / Imagens do Povo</p></div>
<p>Depois de uma série de manifestações em diversos pontos do país, os governantes de algumas cidades barraram os aumentos dos ônibus municipais e reduziram as tarifas. Os gestores públicos também começaram a dialogar com a sociedade sobre as passagens de transporte público, direito a livre manifestação e atuação das forças policiais. O movimento tem outras bandeiras como: o fim da impunidade e da corrupção; maior transparência da gestão pública e aumento da participação popular.</p>
<p>As redes sociais são um importante canal de informação da sociedade e, obviamente, estão possibilitando uma intensa troca de informações neste momento. Na rede circulam muitas verdades e também muitas mentiras. Por isso, é fundamental observar detalhes, refletir e pesquisar sobre todas as informações.</p>
<p>Entre as coisas boas e úteis postadas na rede, destacamos essas recomendações jurídicas atribuídas ao Eduardo Marinho. São orientações importantes para quem vai participar das manifestações:</p>
<p>1. A polícia PODE te deter, por alguns minutos, para “averiguação”. Ou seja, para verificar se você está carregando bombas, armas, drogas, etc. A polícia NÃO PODE te prender para averiguação, te jogar em um camburão, e te levar para a delegacia;</p>
<p>2. Se você for pego cometendo algum crime (independente das razões para isso), você poderá ser preso. Se você estiver portando drogas, bombas, armas, ou estiver depredando o patrimônio público, a polícia PODE E DEVE te prender e te levar para a delegacia;</p>
<p>3. Você tem o direito de permanecer calado diante de qualquer pergunta, de qualquer autoridade.</p>
<p>4. Você também tem direito, na delegacia, de contar com o auxílio de um advogado. Se você for preso, levado para a delegacia, e quiserem tomar o seu depoimento, EXIJA um advogado presente.</p>
<p>5. Na delegacia, LEIA TUDO ANTES DE ASSINAR! Se o que estiver escrito não for a realidade, ou se você não disse alguma coisa que está escrita, NÃO ASSINE;</p>
<p>6. Se você for preso, não adianta discutir com o policial. Não reaja. Anote o nome de todos. Grave-os na sua memória.</p>
<p>7. Qualquer revista da polícia, em você ou em mochilas, DEVE SER FEITA NA PRESENÇA DE TODOS. A polícia NÃO PODE pegar a sua mochila e ir verificá-la longe dos olhos de todos.</p>
<p>8. Se você estiver machucado, EXIJA ATENDIMENTO MÉDICO IMEDIATO, mesmo antes de ir para a delegacia. A sua saúde deve ser mais importante do que a sua prisão.</p>
<p>9. Alguém foi preso ou está precisando de auxílio de algum advogado, entre em contato pela página “Habeas Corpus Movimento Passe Livre Manifestação 17/6”. Já somos mais de 4000 dispostos a te ajudar, gratuitamente.</p>
<p>10. Se você vir alguém sendo preso, FILME! E, se souber o nome de quem está sendo preso, colete outros nomes ao redor, com telefone para contato, que poderão no futuro servir de testemunhas. Após, entre em contato com a pessoa que foi presa e repasse as informações.</p>
<p>E  lembrem-se: uma luta séria, sem violência, sem destruição de patrimônio público, dá mais força ao movimento. Não seja violento, para não legitimar a violência policial.</p>
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		<title>Cômoda juventude</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 04:31:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Houve um tempo no qual os jovens tinham disposição para lutar: lutou-se contra a falta de direitos, contra o preconceito, contra a corrupção e contra a guerra civil. 
...Artigo escrito por um Estudante do 3º ano do Ensino Médio.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11020" style="width: 275px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-11020" href="http://infojovem.org.br/2011/06/14/comoda-juventude/jovens-tv/"><img class="size-full wp-image-11020" title="jovens tv" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2011/06/jovens-tv.jpg" alt="" width="265" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Cômoda Juventude</p></div>
<p>Houve um tempo no qual os jovens tinham disposição para lutar: lutou-se contra a falta de direitos, contra o preconceito, contra a corrupção e contra a guerra civil.</p>
<p>Um fato: eles conseguiram vencer tais obstáculos. Eles encontraram maneiras de driblar as imperfeições da sociedade na qual estavam inseridos; sofreram represálias, discriminação e não obtiveram apoio em algumas de suas empreitadas. Mas contabilizaram vitórias, algumas mais demoradas e duras, outras aceitas rapidamente.</p>
<p>Então, esses jovens cresceram e evoluíram com o passar dos anos. Formaram famílias, abandonaram certas ideologias e hoje os que outrora manifestavam são os pais e os avós daqueles que se acomodaram. Não há problemas que valham a pena ser solucionados; não há por que sair da frente do computador e da televisão. Agora seus quartos são mais aconchegantes do que o sufoco de uma manifestação.</p>
<p>Será que esses jovens dão valor ao que seus progenitores conseguiram conquistar para eles? Foram seus antecessores que realizaram grandes feitos, derrubaram barreiras para que a atual geração vivesse em plena liberdade. Talvez cansados de uma vida restringida, não conseguiram passar adiante o sentimento de não poder expressar-se, vestir-se e amar quem não era considerado correto.</p>
<p>Não há razão para as reclamações de hoje. A liberdade em que se vive agora é inigualável. Quase tudo é permitido fazer; aos doze anos já se tem mais experiências do que os pais ou os avós tinham com o dobro de idade. Será a pressa de viver intensamente que fez os jovens perderem as rédeas? Existe uma vida inteira e sem conflitos que possibilita realizar inúmeros feitos.</p>
<p>Esta, então, é uma geração vazia. Não há lutas a serem vividas e, se há, ninguém se dispõe a ir em frente. É mais fácil não fazer nada. E quem vai contra essa tendência é encarado com estranheza. A geração que abriu as portas para o atual paraíso parece ter perdido a garra para lutar e ver uma faísca de vontade nos olhos de seus frutos. Preocupar-se é coisa para amanhã. Hoje há de se viver de maneira supérflua e rápida. Ensinamentos a gente deixa para os próximos tentarem passar adiante ou para a enfraquecida mídia. Por agora, a luta cessou.</p>
<p>Marciele Lutkemeyer – Estudante do 3º ano do Ensino Médio</p>
<p>Fonte: <a title="Jornal Agora" href="http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=5&amp;n=13033" target="_blank">Jornal Agora</a></p>
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