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	<title>InfoJovem &#187; Opinião</title>
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		<title>TATI DE SAMPA: A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2020 21:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em tempos de pandemia podemos dizer: a gente não quer s [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Tati-de-Sampa-Artigo-Infojovem.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-19880" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Tati-de-Sampa-Artigo-Infojovem-270x300.jpg" alt="Tati de Sampa Artigo Infojovem" width="270" height="300" /></a></p>
<p>Em tempos de pandemia podemos dizer: a gente não quer só comida, a gente quer comida, saúde, educação e saneamento básico.</p>
<p>A gente quer dignidade, oportunidade, respeito e quer ter direito de voz, de viver e não apenas sobreviver, de ter trabalho, ter segurança para ir e vir, ter acesso, ter representatividade, justiça e não ser apenas uma estimativa na sociedade.</p>
<p>Chega de só falar de números quando se pensa em economia, chega de apresentar estatísticas apenas pra justificar ações que não nos tocam, mas que nos atingem diretamente quando nos privam dos nossos direitos básicos.</p>
<p>Chega de reformas que socorrem hoje os grandes e dizem aos marginalizados que no futuro será melhor. Vocês nos dizem pra pensar num futuro que nos será negado, que já sabemos hoje que não haverá, que não conseguiremos chegar.</p>
<p>O genocídio da juventude negra que não chega aos 30 anos de idade, as mulheres vítimas de violência que morrem todos os dias, os que morrem diariamente por Covid-19 e outras doenças, não são apenas números, são vidas e todos os dias gritamos para que nos ouçam e entendam que vidas importam.</p>
<p>São famílias destruídas, vidas interrompidas, sonhos cancelados, futuro negado. Sejamos humanos mais do que políticos, sejamos solidários mais do que egoístas, sejamos visionários e líderes mais do que partidários, sejamos democráticos mais do que autoritários.</p>
<p>Se não tivermos a capacidade hoje de mudar nossa mente, nossas ações, nosso discurso, nossa maneira de enxergar o outro e o mundo, se não tivermos propósitos melhores e maiores, então não seremos capazes de enfrentar tudo que ainda virá após a pandemia.</p>
<p>Hoje é nosso tempo de refletir, aprender, crescer, melhorar, para garantir que haverá amanhã e não apenas mais do que temos hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right">*Tati de Sampa é ativista social, graduada em Relações Públicas</p>
<p>&nbsp;<br />
&#8212;<br />
<strong>Nota: As opiniões apresentadas nesse texto são de total responsabilidade do seu autor.</strong></p>
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		<title>Luciano Frontelle: Desafio geracional &#8211; É hora de superar os preconceitos e agir</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Dec 2019 16:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para surpresa de alguns e nem tanto para outros, Greta  [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Desenho-sem-título-5.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-19804" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Desenho-sem-título-5-300x300.png" alt="Desenho sem título (5)" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Para surpresa de alguns e nem tanto para outros, Greta Thumberg é eleita a personalidade do ano pela revista TIME &#8211; uma publicação especial da revista que destaca o perfil uma pessoa, casal, grupo, ideia, lugar ou máquina que para o bem ou para o mal, mais influenciou os eventos do ano. Com 16 anos, ela foi a pessoa mais nova a ser reconhecida sozinha desde início da publicação, em 1927. A jovem ficou famosa por virar ícone de uma geração que se cansou da falta de ação de líderes políticos frente a <a href="http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/590122-por-que-e-mais-correto-falar-em-crise-climatica-e-nao-em-mudanca-climatica" target="_blank">crise climática</a> que vivemos e resolveu tomar as ruas em um movimento que ficou conhecido como Sextas Pelo Futuro (Fridays for Future, em inglês). Na sexta do dia 27 de setembro de 2019, quando ficou marcado o dia da Greve Global pelo Clima, cerca de <a href="https://www.theguardian.com/environment/2019/sep/27/climate-crisis-6-million-people-join-latest-wave-of-worldwide-protests" target="_blank">6 milhões de pessoas</a>, na sua maioria jovens e crianças, tomaram as ruas no mundo todo.</p>
<p>Na mesma semana, Sanna Marin assumiu o mais alto cargo político da Finlândia como Primeira Ministra do país. Ela tem 34 anos e é a líder de estado mais nova do mundo atualmente. Ela compõe o parlamento desde 2015, foi ministra dos transportes e agora representa uma coalizão de 5 partidos, todos liderados por mulheres, quatro delas com menos de 35 anos. No Brasil isso não seria possível, de acordo com a nossa constituição, a pessoa precisa ter no mínimo 35 anos para assumir a presidência, o equivalente ao cargo de Primeira Ministra. Bolsonaro foi eleito presidente com 64 anos.</p>
<p>Olhando pro restante do mundo, com dados de 2017, a média de idade dos líderes políticos dos países era de <a href="https://www.andybeger.com/2017/12/12/map-leader-age/" target="_blank">62 anos</a>, o que é bem diferente da média de idade global, que apesar de estar envelhecendo, era de 29,6 em 2015 e tem <a href="https://ourworldindata.org/grapher/median-age?tab=chart&amp;year=2020&amp;time=1950..2100&amp;country=OWID_WRL" target="_blank">previsão de ser 30,9 em 2020</a>.</p>
<p>Nosso congresso, apesar de ter aumentado o número de representantes mais novos na última eleição, ainda tem uma média de 49 anos de idade <a href="https://exame.abril.com.br/brasil/camara-dos-deputados-fica-mais-jovem-mais-militar-e-mais-feminina/" target="_blank">para a Câmara</a> e 56 anos <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/10/09/senado-tem-o-senador-mais-jovem-ja-eleito-no-brasil" target="_blank">no Senado</a>.  A média de idade da população brasileira é de <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/07/com-populacao-cada-vez-mais-velha-brasil-atinge-208-milhoes-de-pessoas.shtml" target="_blank">32,6 anos</a>, ou seja, acompanhamos o contraste global entre representantes e representados, apesar de ser em uma margem de diferença um pouco menor.</p>
<p>Com isso podemos notar que apesar de pessoas mais novas estarem conquistando lugares de destaque, nosso mundo ainda é liderado por pessoas mais velhas que a maioria da nossa população. O que isso significa ou por que é importante?</p>
<p>Aqui, vamos olhar para a questão conectada com a Greta, a crise climática. A agenda climática prevê metas para os próximos 30 anos, dentro do Acordo de Paris. Isso, por si só, traz dois desafios que podem ser facilmente verificados a partir das falas ou projetos de líderes de estado em sua maioria.</p>
<p><strong>Não é assim que estamos acostumados a fazer política</strong></p>
<p>Na maioria dos sistemas democráticos do mundo, líderes de governo possuem mandatos curtos, separados por eleições regulares que variam de país para país. Isso quer dizer que a maioria das propostas apresentadas durante campanhas ou formuladas em governos são decididas para serem executadas durante seu mandato. Uma agenda de 30 anos não é compatível com esse sistema.</p>
<p><strong>A maioria dos políticos não sofrerão as consequências</strong></p>
<p>Olhando novamente para os dados etários e fazendo um comparativo com a expectativa de vida global, é bem provável que a maioria dos líderes políticos que temos hoje não estarão aqui para ver o que de fato acontecerá daqui 30 anos &#8211; apesar de existirem milhares de estudos científicos que fazem as projeções e justificam a importância de <a href="//g1.globo.com/natureza/noticia/2019/11/05/mais-de-11-mil-cientistas-assinam-artigo-para-declarar-que-planeta-enfrenta-emergencia-climatica.ghtml" target="_blank">ação climática agora</a>.</p>
<p>Sendo assim, a pauta climática acaba passando longe da maioria das agendas de líderes globais, ou quando aparece, não tem a ambição que precisamos para de fato solucionarmos o problema.</p>
<p>Veja.</p>
<p>No Acordo de Paris, os países acordaram que o aumento da temperatura média do planeta deve ficar bem abaixo de 2ºC, idealmente não passando de 1,5ºC, em relação à média de temperatura do período pré-industrial.</p>
<p>Só que quando olhamos para os compromissos que cada país declarou assumir para si mesmo, mesmo se todos cumprirem suas metas de redução de emissões, as previsões demonstram que a média de <a href="https://www.unenvironment.org/pt-br/noticias-e-reportagens/press-release/corte-de-emissoes-globais-precisa-ser-de-76-ao-ano-afirma" target="_blank">temperatura do planeta pode subir 3,2ºC</a> até 2060.</p>
<p>O G20 é responsável por 75% das emissões globais de gases de efeito estufa, mas apenas cinco assumiram o compromisso com uma meta de emissões zero para 2050.</p>
<div class='et-box et-shadow'>
					<div class='et-box-content'>“Minha geração falhou em responder adequadamente ao desafio dramático das mudanças climáticas. Isso é sentido profundamente pelos jovens. Não é de admirar que eles estão com raiva.”, declarou o Secretário-Geral das Nações Unidas, Antonio Gutierres.</div></div>
<p><strong>O preconceito etário</strong></p>
<p>Tanto jovens quanto idosos sofrem preconceitos por causa da idade. No caso dos mais jovens, são chamados de imaturos, insubordinados e irresponsáveis. As pessoas mais velhas costumam ouvir que são fracos, lentos e dependentes.</p>
<p>Aqui vamos falar do que é direcionado aos jovens. O caso que ganhou a mídia essa semana, foi o do Bolsonaro, um chefe de estado, se dirigir a uma ativista como “pirralha”. Um termo pejorativo referente a idade de Greta. Ele não foi o único a tentar destratar a sueca com base em sua idade, é fácil encontrar na internet comentários que tentam deslegitimar a importância do que ela diz porque “é muito nova”.</p>
<p>Esse não é um caso isolado, há muito tempo movimentos de juventudes no mundo todo demandam espaço junto às mesas de decisão para que também possam opinar em pé de igualdade sobre assuntos que irão afetar diretamente suas vidas. No Brasil, foi apenas em 2010, via uma emenda à constituição federal, que o termo “juventude” foi incluído no texto. O que quer dizer que antes disso as juventudes não eram reconhecidas como sujeitos de diretos, com suas especificidades e políticas próprias.</p>
<p>Quando jovens são candidatos/as, é comum também ver esses ataques baseados em idade, ao invés de debater o mérito de suas propostas, se debate a capacidade daquela pessoa de poder ou não assumir a responsabilidade da função ou se estão preparados/as o suficiente.</p>
<p><strong>As juventudes não vão resolver tudo</strong></p>
<p>Pelo menos não sozinhas. Além disso, não é justo jogar toda a responsabilidade dos desafios atuais em apenas uma geração, algo que pode ser exemplificado pela frase muito usual dita por políticos “os jovens são o futuro” ou “vocês irão salvar o mundo”.</p>
<div class='et-box et-shadow'>
					<div class='et-box-content'>“A Crise Climática já foi resolvida. Nós já temos todos os fatos e soluções. Tudo que nós precisamos fazer é acordar e mudar.” &#8211; Greta Thunberg</div></div>
<p>O que nós precisamos é que possamos focar o debate no que interessa: soluções ambiciosas que possam ajudar as próximas gerações a terem acesso a um meio ambiente socialmente justo e ambientalmente equilibrado.</p>
<p>Para isso, é necessário e estratégico fazer um debate intergeracional que conte com participação significativa das juventudes, respeitando suas ideias e co-construindo com elas as políticas que precisamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em>Luciano Frontelle é Diretor Executivo na Plant-for-the-Planet Brasil. Acompanha as negociações das Nações Unidas desde em desenvolvimento sustentável e clima desde 2012. Foi convidado e/ou selecionado para conferências sobre esses processos na Indonésia, Bélgica, Sri Lanka, Peru, Estados Unidos, França, Marrocos e Alemanha. Em 2016 foi destaque na edição de aniversário da revista Época como um dos 30 jovens abaixo de 30 envolvido em ações que vão mudar o país.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota:</strong> As opiniões apresentadas nesse texto são de total responsabilidade de seu autor</p>
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		<title>Ismênio Bezerra: Qualquer desalento é puro exercício de reflexão</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2019/11/27/ismenio-bezerra-qualquer-desalento-e-puro-exercicio-de-reflexao/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 14:54:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O exercício de analisar o presente é uma tarefa fundame [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-27-at-10.39.12.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-19763" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-27-at-10.39.12-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2019-11-27 at 10.39.12" width="300" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify">O exercício de analisar o presente é uma tarefa fundamental para todos que desejam entender ou encontrar as saídas para o desenvolvimento do nosso país. Neste sentido é importante deixar claro qual o tipo de desenvolvimento almejamos. Obviamente que o crescimento econômico é o desejo de qualquer gestor de bom senso e a distribuição de renda equânime, a eliminação das desigualdades, as garantias de oportunidades de acesso e o enfrentamento da violência letal são os desejos dos que sonham e lutam por uma sociedade igualitária.</p>
<p style="text-align: justify">É importante identificar quem são, ou pelo menos quem deveriam ter sido os sócios prioritários da estratégia de desenvolvimento. Ocorre que enquanto banqueiros fartaram-se de trimestres de bilionários lucros nos últimos vinte anos, os menos favorecidos, mesmo com os avanços das políticas sociais, das políticas compensatórias e políticas inclusivas, não foram de fato convidados para serem sócios na hora da repartição das riquezas. Basta observar os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas para perceber que concentração de renda privilegia algumas famílias e penaliza milhões.</p>
<p style="text-align: justify">Olhando para o retrovisor, sobretudo pós redemocratização, não havia dúvidas de que os jovens na forma da lei (cidadãos entre 15 e 29 anos), deveriam não só ser sócios do desenvolvimento integral do país, como também indutores e executores daquilo que chamamos de Projeto de Vida e Projeto de País. Reconhecer o que foi feito nos Governos Fernando Henrique Cardoso &#8211; FHC (por uma ação inquestionável capitaneada para então primeira dama Ruth Cardoso), Lula (que avançou e organizou as Políticas Públicas de Juventude &#8211; PPJs) e Dilma (que manteve os avanços obtidos nos governos anteriores) é fazer justiça com essas gestões. Fazer uma crítica e reconhecer que não terem consolidado as Políticas Públicas de Juventude &#8211; PPJs como política de Estado é ser ético com a história.</p>
<p style="text-align: justify">Esses erros estratégicos dos agentes públicos do Poder Executivo, aliado a um Parlamento desprovido de conduta republicana, acentuam graves problemas que acometem a sociedade e sobretudo os jovens. O atual Governo, por exemplo, trata os jovens como inimigos do desenvolvimento. Na educação os jovens tiveram cortes nas bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico &#8211; CNPQ e Financiadora de Estudos e Projetos &#8211; FINEP, o contingenciamento injustificável das verbas de manutenção das Universidades e Institutos Federais de Educação &#8211; IFEs, marginalização dos reitores e censura dos professores em todos os níveis de educação. Como se não bastasse, as constantes ameaças da implementação de um novo AI-5 (Ato Institucional Número 5), mostram que o atual Governo Federal não tem zelo com a democracia.</p>
<p style="text-align: justify">O Brasil na atual gestão não tem um projeto estratégico de país, não tem projeto educacional que nos coloque no século XXI, não tem projeto de mudança das bases econômicas, como não teve nas gestões anteriores. Isso acarreta nos dias de hoje altos índices de violência letal contra todos, sobretudo contra a juventude e avança na tragédia do genocídio dos jovens negros. As Organizações Não Governamentais &#8211; ONGs são colocadas sob suspeita pelo Presidente da República, os direitos civis individuais correm riscos devido a hipocrisia do discurso e atuação em nome da “moral, da família e dos bons costumes”, enquanto isso os “cidadãos de bem” continuam com o feminicídio das jovens mulheres.</p>
<p style="text-align: justify">Aprofundando o conjunto de malefícios pela falta de projeto de país, a miséria e o desemprego crescem, assim como a população carcerária. Detalhe, majoritariamente composta por jovens negros excluídos secularmente dos direitos e oportunidades. Por outro lado temos os Municípios – local onde realmente moram os cidadãos jovens – que estão com o Fundo de Participação dos Municípios &#8211; FPM achatados e carentes de gestores criativos, que não fiquem apenas mendigando esmolas dos Governos Estaduais e da União.</p>
<p style="text-align: justify">Acreditar na democracia, formar opinião e rearticular espaços de diálogo, que não se coloquem a serviço dos polos extremos da intolerância e da radicalização, é o caminho para o reencontro com as saídas da crise que assola o país e consequentemente a juventude. Fortalecer o Estado democrático de direito, nos fóruns e nas ruas, também consiste numa tarefa urgente. As ONGs e os Movimentos Sociais que pavimentaram na década passada a construção do Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE (atualmente sem representatividade) não podem se furtar de ampliar os espaços de participação dos jovens, nem de ajudarem a oxigenar as ideias e propor alternativas viáveis de impacto de curto, médio e longo prazo. Como resultado esses impactos devem alcançar os jovens da cidade, do campo, jovens das florestas, das comunidades tradicionais e ribeirinhas, para o rompimento do ciclo de pobreza e exclusão, bem como para elevá-los à condição de cidadãos engajados e sócios do desenvolvimento local e consequentemente do desenvolvimento integral do nosso país. É preciso aprender com os erros, ter clareza que não existem mitos e salvadores, que os sujeitos da transformação não são outros que não os próprios jovens e cidadãos engajados, estes sim são os sócios e responsáveis da transformação do presente e da construção de um Brasil melhor no futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em>*Ismênio Bezerra é consultor de Gestão, Planejamento, Marketing e Gerenciamento de Crises. Ex-membro da Secretaria Nacional de Juventude, Ex-Coordenador Especial de Juventude do Governo do Estado do Ceará, Ex-Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Gestores Estaduais de Juventude- Forjuve, Ex-Membro do Conselho Nacional de Juventude- CONJUVE, Ex-Presidente do Conselho Estadual de Juventude do Ceará e Ex-Presidente do Instituto CUCA.</em></p>
<p><strong>Nota:</strong> As opiniões apresentadas nesse texto são de total responsabilidade de seu autor</p>
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		<title>Tati de Sampa: Conquistadas para conquistar</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2019/11/20/tati-de-sampa-conquistadas-para-conquistar/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 12:08:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Conquistar significa tomar posse, apoderar-se, alcançar [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Tati-Infojovem.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-19750" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Tati-Infojovem-300x300.png" alt="Tati Infojovem" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Conquistar significa tomar posse, apoderar-se, alcançar algo com esforço ou merecimento. Por isso celebramos nossas conquistas, pois são as nossas marcas, nossos marcos no mundo.</p>
<p>A consciência negra é uma conquista. A consciência de mulheres, negras, periféricas e que atuam politicamente é uma conquista ainda maior. Afinal na terra dos pregadores da meritocracia há escassez de oportunidades e abundância de preconceitos.</p>
<p>As pessoas concordam que isso precisa mudar, mas, ao mesmo tempo, tem medo das mudanças. E quando temos medo nosso cérebro ativa seu lado mais primitivo que trabalha com apenas duas opções: agredir ou se esconder.</p>
<p>Se alguém tenta fazer algo diferente disso (agredir e se esconder), se dispor a ir além, lutar, desbravar mundos habitados apenas por homens, brancos e ricos, as pessoas desconfiam, desestimulam, desacreditam, duvidam. Por isso é tão difícil que uma mulher negra seja candidata a algum cargo eletivo e mais difícil ainda que seja eleita.</p>
<p>Mas conquistamos nosso direito à liberdade, conquistamos nosso direito ao voto, conquistamos nossa voz, conquistamos nossa consciência. Haveremos certamente de conquistar cada vez mais mulheres, negras, periféricas nos espaços de poder, inclusive na política. Afinal, nós fomos conquistadas para conquistar.</p>
<p style="text-align: right"><em>*Tati de Sampa é ativista social formada em Relações Públicas </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nota: As opiniões apresentadas nesse texto são de total responsabilidade do seu autor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Priscilla Gomes: O fim da participação social na construção da política juvenil</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2019/04/18/priscilla-gomes-o-fim-da-participacao-social-na-construcao-da-politica-juvenil/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2019 23:45:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Fomos surpreendidos com mais uma “supercanetada Bic”, d [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2019/04/WhatsApp-Image-2019-04-18-at-19.54.27.jpeg"><img class="aligncenter wp-image-19686 size-medium" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2019/04/WhatsApp-Image-2019-04-18-at-19.54.27-e1555630325670-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2019-04-18 at 19.54.27" width="300" height="300" /></a><br />
Fomos surpreendidos com mais uma “supercanetada Bic”, do Senhor Presidente da República ao nos depararmos com o Decreto nº 9.759 publicado no Diário Oficial da União na última quinta-feira (11 de abril). O <em>superdecreto</em>, como alguns já estão denominando, extingue órgãos colegiados da administração pública federal. Por estes órgãos colegiados compreendemos: conselhos, comitês, comissões, grupos, juntas, equipes, mesas, fóruns, salas e qualquer outra denominação dada aos colegiados.</p>
<p>Grosso modo, estes colegiados tem por objetivo exercer o controle social das políticas públicas executadas pelo Poder Público. Compostos por representantes do poder público e da sociedade civil, eles tem por finalidadeserem canais de diálogo, debate e proposição de ações e políticas públicas, assim como de fiscalização. Tratando de assuntos específicos, eles desenvolvem mecanismos, critérios, estratégias e diretrizes para ações relacionadas a temas que lhe são pertinentes.</p>
<p>No ano de 2005, através da Lei Nº 11.129, foi criado o Conselho Nacional da Juventude, juntamente com o ProJovem e a Secretaria Nacional da Juventude. A partir deste marco legal, tivemos estabelecido o inicio da institucionalização da Política Pública de Juventude – PPJ &#8211; no Brasil, o que desencadeou nos estados e municípios o mesmo processo de ampliação dos meios de institucionalização, planejamento, execução, avaliação e controle das PPJs país a dentro.</p>
<p>O conselho é criado sem muita pompa na lei. Cabe assim, aos decretos disciplinarem sobre o funcionamento e a composição, como o faz o Decreto Nº 9.024 de 5 de abril de 2017, última atualização no CONJUVE. Acontece que o decreto publicado pelo Presidente esmaece a aplicabilidade de qualquer política pública, a partir da participação social para formulação e avaliação das ações executadas pelo executivo.</p>
<p>O Art. 4º do Estatuto da Juventude diz que “o jovem tem direito à participação social e política na formulação, execução e avaliação das políticas públicas de juventude” e no art. 6º em seu segundo inciso, o estatuto afirma que a interlocução institucional juvenil deve partir do “incentivo à criação de conselhos de juventude em todos os entes da Federação”. Ou seja, temos aqui um ato arbitrário e inconsequente para o desempenho e processo das PPJs no país. Somos mais de 51 milhões de jovens (15 a 29 anos), que, infelizmente, se encontram liderando diversos indicadores como, vulnerabilidade, desemprego, vitimas em acidentes de transito, homicídios, entre outros.</p>
<p>Tendo como finalidade garantir o acesso das juventudes em ações e políticas de diversas áreas na gestão pública, a fim de minimizar estes indicadores e dar condições de autonomia e emancipação juvenil, a gestão da PPJ se dá de maneira horizontal, é uma política intersetorial. Um dos instrumentos também golpeados pelo <em>superdecreto</em> é o COIJUV &#8211; Comitê Interministerial de Política de Juventude &#8211; instituído pelo Decreto Nº 8.074/2013 e reformulado pelo Decreto Nº 9.025 de 5 de abril de 2017.</p>
<p>Temos aqui uma política prematura no nosso país, com menos de 15 anos de existência e com muitos caminhos a percorrer para sua consolidação. Essa ação do Presidente quebra as pernas da participação social nas políticas públicas, uma vez que sua intenção é fragilizar e minimizar a organização social em torno da formulação e fiscalização destas políticas.</p>
<p>Pode-se até dizer, diante do que estamos presenciando nestes 100 dias de governo, que a intenção é minimizar as ações do estado de impacto na vida dos/as cidadãos e cidadãs. Seja na reforma da previdência, que por exemplo, estimula as empresas a contratarem pessoas aposentadas para que não haja recolhimento do FGTS, minimizando a contratação de jovens e retirando ainda mais a possibilidade do primeiro emprego, seja nos cortes e nas reformulações impostas ao Ministério da Educação, e até mesmo a maneira desastrosa em conduzir as políticas para as mulheres, LGBTQI+ e nossos povos de comunidades tradicionais.</p>
<p>Na última terça-feira (16) foi apresentado o Projeto de Decreto Legislativo &#8211; PDL 135/19, de autoria do líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), com demais parlamentares socialistas, diz que o Decreto viola o modelo constitucional de formulação e implementação de políticas públicas, que exige participação e fiscalização popular.</p>
<p>Cabe agora apelar para a aprovação do referido PDL, que revogará o Decreto nº 9.759 e, a cada um de nós, enquanto civis e organismos de gestão e representação, garantir a resistência e a defesa da nossa constituição, para que nenhum direito retroceda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Priscilla Gomes</strong> é Secretária Executiva de Juventude do Governo da Paraíba</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___</p>
<p><em>*As opiniões apresentadas nesse texto são de responsabilidade dos autores. </em></p>
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		<title>FABRÍCIO LOPES: CIDADE DO PRESENTE</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2018 02:30:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="177" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-2-info-ARTIGO-FABRICIO-CIDADE-e1526351410291-300x177.png" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Imagem 2 info ARTIGO FABRICIO CIDADE" /></p>Na década de 1960, movido por fatores políticos, econôm [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="177" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-2-info-ARTIGO-FABRICIO-CIDADE-e1526351410291-300x177.png" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Imagem 2 info ARTIGO FABRICIO CIDADE" /></p><p><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-info-ARTIGO-FABRICIO-CIDADE.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-19497" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-info-ARTIGO-FABRICIO-CIDADE-300x169.jpg" alt="Imagem info ARTIGO FABRICIO CIDADE" width="300" height="169" /></a></p>
<p>Na década de 1960, movido por fatores políticos, econômicos e sociais, o Brasil passou a ter mais de 50% da população vivendo nas cidades. Desde então os desafios apresentados pelos aglomerados urbanos são muito similares, tais como moradia, transporte, destinação de resíduos, poluição, trânsito, entre outros.</p>
<p>É de causar espanto que, mesmo com o fortalecimento econômico do país, essas regiões ainda convivam com problemas de mais de meio século. Talvez isso se deva ao fato de que o destino da população permaneça nas mãos das mesmas pessoas desde essa época. Isso nos dá a tarefa de continuar a buscar maneiras de mudar essa realidade, nos preparando para implantar novos propósitos de convivência nas áreas urbanas.</p>
<p>Conforme dados do Panorama dos Resíduos Sólidos, o Brasil produz aproximadamente 117 mil toneladas por ano, o que representa mais de 1kg de resíduos por brasileiro diariamente.</p>
<p>Além do lixo, a emissão de poluentes é outro grande problema: segundo o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, o Brasil em 2016 emitiu mais de 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico na atmosfera. Estes são apenas alguns exemplos de problemas das cidades e que são resposáveis por destruir diversos recursos naturais que o planeta levou milhões de anos para construir.</p>
<p>Se não houver uma mudança profunda na forma de viver nas cidades, logo menos haverá um colapso de proporções irreversíveis para a natureza. Quando o planeta tenta se regenerar, não consegue se recompor na mesma velocidade em que o ser humano o destrói. É como ter um machucado e ao invés de permitir ao corpo o descanso necessário para sua recuperação, continuamos a promover um esforço até que não haja mais condições de se regenerar.</p>
<p>No caso brasileiro, o mais impressionante é que a forma de destruir e poluir se eleva justamente quando possuímos informações disponíveis sobre a importância em manter os recursos naturais preservados para garantir uma vida mais saudável desde o presente.</p>
<p>Não podemos negar que a temática ambiental está em crescimento e hoje temos muitas pessoas alterando seus hábitos e buscando unir ideias na busca de dar o mínimo de contribuição. Porém, com grande parte do empresariado, agentes públicos e sociedade com a mentalidade do século passado, o esforço empenhado hoje não é suficiente para curar todo o mal que é feito diariamente ao planeta. É como tentar curar um câncer apenas ingerindo analgésico.</p>
<p>Acredito que no caso brasileiro, o primeiro passo para a mudança é transformar a realidade das cidades com um grande e consciente investimento em políticas de inteligência urbana, que permita à sociedade compreender melhor os impactos e custos que as cidades possuem para reparar danos causados pelo uso desordenado dos recursos disponíveis.</p>
<p>Precisamos vencer essa barreira de que aqueles que defendem a natureza são contra o desenvolvimento. Se há algo que as máquinas não são capazes de produzir são seres humanos saudáveis que possam mantê-las em operação. Investir em políticas públicas com foco em cidades inteligentes é o primeiro passo para que possamos ter um país com mais empregos, melhor mobilidade, moradia digna, energias renováveis e harmonia com o meio ambiente. Estamos atrasados em relação ao planeta para construir cidades do futuro, é necessário construir a cidade do presente.</p>
<p style="text-align: right"><em>*Fabrício Lopes é Gestor Público e colaborador do Portal Infojovem</em></p>
<p style="text-align: left">Nota: As opiniões apresentadas nesse texto são de total responsabilidade do seu autor.</p>
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		<title>FABRÍCIO LOPES: A FADIGA DA VAIDADE E DO IMPROVISO</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2017/06/20/fabricio-lopes-a-fadiga-da-vaidade-e-do-improviso/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jun 2017 10:24:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="186" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2017/06/foto-alambrado-1-3-300x186.png" class="attachment-medium wp-post-image" alt="foto alambrado 1 (3)" /></p>É possível juntar os melhores atletas e formar um grand [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="186" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2017/06/foto-alambrado-1-3-300x186.png" class="attachment-medium wp-post-image" alt="foto alambrado 1 (3)" /></p><p style="text-align: center"><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2017/06/foto-alambrado-1-2.png"><img class="aligncenter wp-image-19210 size-full" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2017/06/foto-alambrado-1-2.png" alt="foto alambrado 1 (2)" width="319" height="198" /></a></p>
<p>É possível juntar os melhores atletas e formar um grande time, mas no esporte ganha quem forma a melhor equipe. É preciso transcender a área de competição e envolver desde os funcionários, simpatizantes, associados e atletas, até a comunidade onde cada um esteja inserido.</p>
<p>Porém parece que no Brasil continuamos a não enxergar que para obter resultados é preciso mais que boa vontade e intuição. Acima de tudo é preciso planejamento, organização e transparência.</p>
<p>Se faz necessário compreender que o esporte vai além da força física ou da habilidade individual do atleta. Os resultados positivos são a tradução do conjunto de fatores e estruturas que só podem ser simples, mas desde que funcione e possua o envolvimento coletivo, passam a regar bons resultados e realimentar o planejamento e a organização para desafios ainda maiores.</p>
<p>Mas infelizmente estamos muito distantes de algo pelo menos parecido com isso. Vivemos dentro de um modelo ultrapassado que continua a privilegiar os interesses individuais, a vaidade e o improviso. Desprezam quem estuda e busca entender de forma mais apurada o funcionamento das organizações e da gestão de resultados.</p>
<p>Possuímos uma geração de dirigentes que se acham donos da verdade, são algozes de sonhos e não compreendem que o esporte é um transformador da realidade de uma nação.</p>
<p>Tive desde muito cedo a oportunidade de me arriscar nas atividades esportivas. Minha pouca habilidade, a alimentação inadequada, as condições impróprias e os empecilhos da vida que na fase adulta se transformaram em desleixo, não me garantiram ser um atleta de alto rendimento.</p>
<p>Porém, o legado mais importante foi aprender que com respeito, humildade e dedicação é possível superar o limite individual e fazer de cada passo uma vitória em equipe. Quem continua a usar o desprezo, ganância e arrogância para tratar coisas do esporte, sempre viverá às margens da conquistas.</p>
<p>O esporte tem a força! Ele é capaz de parar guerras, salvar vidas, unir nações, eternizar talentos. Deve ser tratado com carinho e responsabilidade, independente dos resultados.</p>
<p>Espero que nosso país possa viver dias melhores. Que minha geração, especialmente, deixe de apenas ficar encantado com o êxito alheio e se envolva mais para que possamos ter novas conquistas. Não adianta apenas flertar com os sonhos, ficar reclamando e na hora de tomar a decisão deixar nas mãos dos mesmos.</p>
<p>Não importa se você é o atleta, o dirigente, o sócio, o torcedor, o patrocinador ou qualquer outra função. Entenda que cada detalhe é importante quando falamos de equipe. O primeiro passo para obter êxito é ter coragem para enfrentar os medos e atitude para construir em conjunto! O esporte não combina com a covardia e o culto à vaidade individual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://fb.com/fabriciolopesbr" target="_blank">Fabrício Lopes</a> é Gestor Público e colaborador do Infojovem &#8211; Portal de Informação Juvenil</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* As opiniões apresentadas nesse texto são de responsabilidade do seu autor.</em></p>
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		<title>Pelo direito à cultura, lazer e ocupação dos espaços públicos – por Wenderson Gasparotto</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Mar 2017 14:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[O Estado tem a obrigação, entre outras, de garantir o a [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2017/03/batalha-de-rimas.jpeg"><img class=" size-medium wp-image-19103 alignnone" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2017/03/batalha-de-rimas-300x300.jpeg" alt="batalha de rimas" width="300" height="300" /></a></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif"> O Estado tem a obrigação, entre outras, de garantir o acesso à cultura e ao lazer. Os direitos culturais e ao lazer são parte integrante dos direitos humanos. Estão indicados no artigo 27 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), e nos artigos 13 e 15 do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966). Por estes dispositivos todas as pessoas devem poder se exprimir, criar e difundir seus trabalhos no idioma de sua preferência e, em particular, na língua materna; e ainda, que todas as pessoas devem poder participar da vida cultural de sua escolha e exercer suas próprias práticas culturais, desfrutar o progresso científico e suas aplicações.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Porém, o poder público têm se mostrado pouco preocupado em garantir o acesso à cultura e promover praticas de lazer, em especial nas regiões de periferia.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif"> Sem opções públicas de cultura e lazer as juventudes, em sua criatividade protagonista, vão criando alternativas. Uma delas são as chamadas batalhas de MC, sencontros tradicionais ne hip hop onde os jovens duelam entre si com rimas improvisadas.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif"> As rimas trazem um conteúdo composto de ideias, humor e sarcasmo o que acaba entretendo o público, que entra na disputa torcendo ardorosamente por quem está rimando melhor e assim vai “selecionando” os participantes. Chama a atenção a rapidez de raciocínio e a capacidade de empolgar a plateia, que vai escolher o vencedor da batalha.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif"> As batalhas tiveram sua origem em meados dos anos 1970 nos subúrbios de Nova York, quando o hip hop engatinhava como forma de expressão com seus quatro pilares: Grafitti (arte), DJ (disc jóquey), MC (poesia, rima) e B-Boy (dança).</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Popularizado no Brasil nos anos de 1980, o movimento hip hop teve sua expansão a partir das manifestações de seus elementos e as batalhas são eventos que proporcionam essa interação.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif"> Atualmente milhares de jovens se reunem em torno destas batalhas, manifestando suas opiniões, se divertindo e ocupando praças públicas com atividades culturais e de lazer.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Porém, no ABC Paulista estas manifestações culturais vêm sendo ameaçadas. Ocorrem rotineiramente ações de violência para “dispersão” destes jovens pelas forças de segurança pública (Guarda Municipal e Policia Militar). O desrespeito ao direito de ir vir e ficar, o direito à manifestação, o direito à cultura, e o direito de ocupar os espaços públicas parecem não valer.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif"> Diante de inúmeras denúncias O CONDEPE-SP (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São paulo) realizará no dia 26 de março de 2017 – domingo as 13h na Câmara Municipal de Santo André uma Audiência Pública para debater o tema e buscar soluções para garantia do exercício dos direitos destes jovens.</span></p>
<p class="western">
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">*Wenderson Gasparotto é Diretor da Unisol – SP (Central de Cooperativas e Empreendimentos da Economia Solidária – SP) e Vice Presidente do CONDEPE-SP (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo)</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">** As opiniões apresentadas nesse texto são de responsabilidade do seu autor.</span></span></p>
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		<title>Qual crise queremos resolver?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Mar 2017 14:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Setores conservadores da sociedade, dirigidos por um go [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2017/03/texto-wend-crise.jpg"><img class=" size-medium wp-image-19055 alignnone" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2017/03/texto-wend-crise-300x257.jpg" alt="texto wend crise" width="300" height="257" /></a></p>
<p>Setores conservadores da sociedade, dirigidos por um governo submerso em acusações de corrupção e negociatas, tentam nos convencer que a saída para a crise econômica é uma agenda de reformas neoliberais que extingue direitos trabalhistas, seguridade social e políticas públicas que garantem a vida nas cidades e no meio rural, desrespeitando direitos humanos básicos.</p>
<p>Mas qual a crise que realmente vivemos e qual crise queremos combater?</p>
<p>Nossa crise é muito mais civilizatória que econômica. Vivemos em um mundo de desigualdade social que promove o consumo desenfreado colocando a própria sobrevivência do planeta em risco. Nosso conceito de progresso, desenvolvimento e crescimento passa pelo crescente acumulo de bens materiais que nos leva a caminhar a passos largos para a barbárie: para um mundo de violência, miséria e exclusão num colapso ambiental onde governos autoritários e opressivos ganham força.</p>
<p>Sair da crise passa por repensarmos os fundamentos de nossa sociedade, reinventarmos a forma que consumimos, que produzimos e que nos relacionamos com o outro e com o meio ambiente.</p>
<p>A quebra dos paradigmas atuais é o primeiro passo, precisamos reafirmar valores básicos da democracia como liberdade, igualdade, solidariedade e vida em comunidade para construirmos uma nova sociedade, novas relações de produção e consumo, novas formas de convivência social, uma democracia radical onde os cidadãos possam se apropriar do governo, do poder e da produção, consolidando uma relação harmoniosa com o meio ambiente e entre os seres humanos de todas as raças, tribos, nações, credos e opções.</p>
<p>A única forma de vencer esta crise é deixarmos de ser uma sociedade organizada para atender às necessidades de acumulação e nos transformarmos em uma sociedade orientada para atender às necessidades de seus cidadãos.</p>
<p>Nosso desafio é distribuir desde já riqueza e renda de modo a reduzir substantivamente a pobreza e a desigualdade construindo uma sociedade pautada no respeito aos direitos humanos, que assegure água, soberania alimentar, soberania energética, a desmercantilização da natureza, bem como a valorização de bens públicos comuns como educação, saúde e transporte.</p>
<p>Estas mudanças civilizatórias não são facilmente construídas, levam tempo e demandam energia e dedicação, porém são emergentes. Vale lembrar que experiencias recentes apontam caminhos possíveis, aqui no Brasil, uma dessas experiência é a economia solidária, que apresenta soluções para a construção de um novo sistema econômico, sobre bases comunitárias, voltado para o desenvolvimento das forças produtivas, suas capacidades humanas e recursos produtivos.</p>
<p>As experiências exitosas da economia solidária nos mostram que é possível a emancipação do trabalhador dentro de um processo de democratização econômica, enquanto alternativa à dimensão alienante das relações de trabalho atualmente impostas.</p>
<p>Além da visão econômica de geração de trabalho e renda, as experiências de economia solidária têm como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável. Uma economia solidária multidimensional, envolvendo a dimensão social, econômica, política, ecológica e cultural.</p>
<p>A construção desta nova dinâmica econômica e social passa, sem duvida nenhuma, pela juventude – protagonista das principais transformações ocorridas no mundo nos últimos anos.</p>
<p>É a juventude que possui disposição para transformação e desapego aos paradigmas necessários para a construção do novo, basta agora incentivarmos a ousadia protagonista desta juventude que segue em frente, que não foge da fera e enfrenta o leão.</p>
<p>*Wenderson Gasparotto é Diretor da Unisol – SP (Central de Cooperativas e Empreendimentos da Economia Solidária &#8211; SP) e Vice Presidente do CONDEPE-SP (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo)</p>
<p><span style="color: #808080">** As opiniões apresentadas nesse texto são de responsabilidade do seu autor.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Daniel Vaz: Hoje começa o nosso amanhã</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2016/10/03/hoje-comeca-o-nosso-amanha/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2016 14:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa segunda-feira, 3 de outubro de 2016, traz novidade [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_18786" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2016/10/amanhã.jpg"><img class="size-medium wp-image-18786" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2016/10/amanhã-300x225.jpg" alt="imagem:pixabay" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">imagem:pixabay</p></div>
<p class="western"><span style="color: #333333"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium">Essa segunda-feira, 3 de outubro de 2016, traz novidades para o Brasil e a América Latina. Por aqui tivemos o resultado das eleições municipais, e a Colômbia, em votação com diferença de pouco mais de 50 mil votos, recusou o acordo de paz construído entre o Governo do país e as FARC, trazendo novamente a insegurança de um futuro sem a sombra de um conflito que dura mais do que 5 décadas.</span></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #333333"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium">Tanto aqui como lá, apesar da importância dos dois processos políticos, a participação foi bem menor do que seria a desejável, ou aceitável, para sociedades que reclamam tanto dos políticos e da política, mas que na prática o colocam como um tema de segunda classe em suas vidas. O prefeito eleito de São Paulo em 1º turno João Doria, obteve nesse domingo menos votos que a soma de brancos, nulos e abstenções  (eleitores que não compareceram à votação). Na Colômbia, quase 38% das pessoas habilitadas a votar simplesmente entenderam que não deveriam dar a sua opinião em uma questão vital para o futuro daquele país.</span></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #333333"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium">Os motivos para tamanha indiferença com o processo político tem muito a ver com a maneira com que ela é exercida atualmente, com uma ausência considerável de espírito público nas pessoas que buscam nos representar, isso é verdadeiro. No entanto, os benefícios e principalmente os prejuízos são compartilhados por toda a sociedade, que vê a guerra, de verdade ou como metáfora, muito mais próxima de que a prosperidade do lugar de onde vivemos.</span></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #333333"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium">É necessário renovar a atitude cidadã das pessoas, a começar pelas famílias, que vem gerando, junto com as escolas e a mídia sangrenta e parcial, indivíduos cada vez mais intolerantes e individualistas. Buscar a construção do que eu chamaria de bem comum está na ordem do dia da sociedade atual, e cada um de nós tem, sim, responsabilidade com o coletivo de opinar e também atuar não como uma ilha, mas como uma península, emprestando o conceito desenvolvido pelo pensador Edgar Morin sobre a nossa conexão com o mundo que nos rodeia. </span></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #333333"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium">Minha impressão é de que a grande maioria da população de Brasil e Colômbia não tem muito, ou nada para comemorar nesse 3 de outubro de 2016, ganhadores ou perdedores. No entanto, na dialética natural da vida, hoje começa o nosso amanhã, e precisamos trabalhar duro para que o futuro não seja o museu de grandes novidades que Cazuza profetizou em <i>O Tempo não Para</i>.</span></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #333333"> <span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span style="font-size: small">* Daniel Vaz é Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, fundador da ONG Opção Brasil, representa a mesma na Secretaria Executiva da Seção Brasileira de Participação Social da Unasul – União Sul-Americana de Nações, e Mercosul – Mercado Comum do Sul. Desempenha também as funções de Coordenador-geral da UNIJUV – Universidade da Juventude e de Vice-presidente da AUALCPI – Associação das Universidades da América Latina e Caribe pela Integração.</span></span></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #333333"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">** As opiniões apresentadas nesse texto são de responsabilidade do seu autor.</span></span></span></p>
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