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	<title>InfoJovem &#187; racismo</title>
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		<title>Pesquisa revela que sociedade conhece as consequências do racismo</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Nov 2012 19:31:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Débora Almeida]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="189" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2012/11/Jovem-negro-sofredor-300x189.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="(Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos/Sindmetau)" /></p>Os levantamentos do sistema de saúde revelam que, no Br [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="189" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2012/11/Jovem-negro-sofredor-300x189.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="(Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos/Sindmetau)" /></p><div id="attachment_14000" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://infojovem.org.br/2012/11/09/pesquisa-juventude-negra-violencia/jovem-negro-sofredor/" rel="attachment wp-att-14000"><img class="size-medium wp-image-14000" title="Jovem negro sofredor" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2012/11/Jovem-negro-sofredor-300x189.jpg" alt="" width="300" height="189" /></a><p class="wp-caption-text">(Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos/Sindmetau)</p></div>
<p>Os levantamentos do sistema de saúde revelam que, no Brasil, os jovens negros são as principais vítimas de violências. Entretanto, a violência contra a juventude negra é pautada pela mídia na sociedade apenas por eventos transversais &#8211; como o tráfico de drogas por exemplo.</p>
<p>É exatamente por conta da defasagem de diálogo social que a pesquisa de opinião pública sobre violência contra jovens no Brasil merece tanto destaque. A Secretaria de Políticas e Promoção de Igualdade Racial (SEPPIR) e o Senado Federal divulgaram na última quarta-feira, dia 7/11 os resultados da pesquisa que integra a campanha Igualdade Racial é Pra Valer.</p>
<p>“Em 2009, foram registradas cerca de 19 mil mortes de jovens negros em contraposição a 9 mil mortes de jovens brancos. Os números se revelam por si só, mas o que incomodava era o silêncio da sociedade diante desse quadro”, afirmou a ministra Luiza Bairros durante o lançamento.</p>
<p>Segundo a Ministra. a pesquisa busca investigar o que é que a sociedade pensa sobre o assunto; até que ponto a sociedade se sente incomodada com a morte de tantos jovens e de tantos jovens negros.</p>
<p>“Um pouco mais da metade dos entrevistados concordou que a morte de um jovem negro choca menos que a de um jovem branco. São indicativos de que devemos ampliar as nossas ações para que esse tipo de clivagem deixe de existir e as mortes de jovens negros não sejam naturalizadas”, concluiu Luiza Bairros.</p>
<p>O presidente do Senado, José Sarney, também destacou a relevância do estudo para a formulação de políticas públicas e atuação do poder público, assim como para a percepção que a sociedade brasileira tem do problema do racismo e suas consequências.</p>
<p><strong>Objetivos da pesquisa</strong></p>
<ul>
<li>Dimensionar o problema da violência contra a juventude no país, notadamente a juventude negra, na percepção dos entrevistados;</li>
<li>Dimensionar os prejuízos para o futuro e o desenvolvimento do Brasil, a partir da verificação da percepção dos impactos negativos dessa situação no conjunto da sociedade; e</li>
<li>Verificar as principais causas identificadas pela população como responsáveis pelos altos índices de mortalidade entre a juventude no país, notadamente a juventude negra.</li>
</ul>
<p>Do total de pessoas que respondeu o questionário, 57% também se manifestaram com resposta positiva diante da frase “homicídio é a principal causa de morte dos jovens negros”. Percentual semelhante (56,0%) foi registrado para os que concordaram com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte violenta de um jovem branco”.</p>
<p><strong>Caminhos da mudança</strong></p>
<p>Na opinião de 36,4% dos entrevistados, a principal ação para combater o racismo deve ser a melhoria do ensino nas escolas. A mudança das leis foi assinalada por 22,7%, enquanto 20,8% consideraram suficiente a garantia do cumprimento das leis existentes. Acrescente-se que 15,7% apontaram as campanhas de conscientização e 2,4% consideraram as ações afirmativas como a principal medida que o governo deve tomar para combater o racismo.</p>
<p>Perguntados sobre as causas, 63,0% atribuíram a violência a aspectos sociais, enquanto 34,8% disseram ser fatores comumente associados ao comportamento juvenil de risco. Quando inquiridos especificamente sobre a principal causa de mortes entre os jovens, a maioria associou ao uso de drogas (56,2%), acidentes de trânsito (22,4%) e a assassinatos (19,8%).</p>
<p>A pesquisa do DataSenado entrevistou 1.234 pessoas de 123 municípios do país, incluindo todas as capitais, no período entre 1º e 11 de outubro deste ano.</p>
<p><em>com informações da</em> <a href="http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2012/11/pesquisa-de-opiniao-publica-leva-sociedade-a-refletir-sobre-relacoes-entre-racismo-e-violencia-contra-jovens-no-brasil" target="_blank">SEPPIR</a></p>
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		<title>Governo lança Plano de Prevenção à Violência contra jovens negros</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2012/09/25/plano-nacional-juventude-negra-2012/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Sep 2012 19:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Débora Almeida]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2012/09/Angel-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Angela Guimarães (mulher e negra!) é a atual presidente do Conselho Nacional de Juventude" /></p>O Plano Nacional de Prevenção à Violência contra a Juve [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.infojovem.org.br/wp-content/uploads/2012/09/Angel-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="Angela Guimarães (mulher e negra!) é a atual presidente do Conselho Nacional de Juventude" /></p><p>O Plano Nacional de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra &#8211; chamado Juventude Viva &#8211; começa a sair do papel na próxima quinta-feira, dia 27. Essa iniciativa representa a resposta a uma demanda prioritária apresentada pelos jove</p>
<div id="attachment_13914" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://infojovem.org.br/2012/09/25/plano-nacional-juventude-negra-2012/angel-2/" rel="attachment wp-att-13914"><img class="size-medium wp-image-13914" title="Angel" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2012/09/Angel-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Angela Guimarães (mulher e negra!) é a atual presidente do Conselho Nacional de Juventude</p></div>
<p>ns que participaram da 1ª e 2ª Conferência Nacional de Juventude, realizadas em 2008 e 2011.</p>
<p>A proposta é que o Plano possibilite a transformação dos territórios mais vulneráveis em ambientes com oportunidades de inclusão social e emancipação da juventude negra e da juventude marginalizada, principais vítimas das violências.</p>
<p>A iniciativa tem por objetivo reduzir o elevado índice de homicídios que atingem os jovens negros em todo o país, com maior gravidade em 132 municípios, que terão prioridade na execução do Plano. A primeira região que receberá o plano é Alagoas.</p>
<p>O Plano viabiliza (e estimula!) a integração de ações do governo federal, que serão pactuadas com estados e municípios, com a sociedade civil, com o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública.</p>
<p>Trata-se de um Plano desenvolvido pela Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral, e da Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial (Seppir), com apoio de outros seis ministérios e de diversas organizações da sociedade civil.</p>
<p><strong>Porque comemorar?</strong></p>
<p>Dados apurados pelo Ministério da Saúde que revelaram que 53% dos homicídios registrados no Brasil atingem pessoas jovens, das quais mais de 75% são jovens negros (as), de baixa escolaridade, sendo a grande maioria do sexo masculino.</p>
<p>De acordo com o Mapa da Violência 2012, a soma de todos os mortos em conflitos armados em um conjunto de dez países, entre os quais estão Iraque, Índia, Israel e Afeganistão, é menor que o total de homicídios ocorridos no Brasil no período de 2004 a 2007 (147.373 contra 157.332). Diante desse cenário, o Plano de Enfrentamento à Violência Contra a Juventude Negra foi inserido como prioridade no Fórum Direitos e Cidadania, coordenado pela Secretaria-Geral.</p>
<p><em>com informaçõe da Secretaria Nacional da Presidencia</em></p>
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		<title>Vilma Reis fala sobre racismo</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2011/02/23/vilma-reis-fala-sobre-racismo-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 19:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ditta Dolejsiova]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vilma aponta questões que ainda tornam o racismo uma realidade atual.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/c-Io2a5GK88" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/c-Io2a5GK88"></embed></object></p>
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		<title>O impacto do racismo na infância</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2010/11/29/o-impacto-do-racismo-na-infancia/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 15:33:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Como uma pessoa se torna preconceituosa? Como uma pessoa se torna racista? Todas as crianças nascem “zeradas” em termos de pensamento ou comportamento de segregação, mas, com o passar do tempo, dependendo de influências ou vivências, podem acumular um volume de lógicas e raciocínios que redundam no não reconhecimento do outro, quando este outro é de raça ou cor diferente da sua. Pais, parentes e professores, pelo papel que têm na formação da criança, são responsáveis para que um cidadão aprenda a respeitar, desde cedo, a diversidade étnico-racial.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://tmovimentaao.blogspot.com/2009/08/racismo-nas-escolas.html"><img class="size-medium wp-image-8414 aligncenter" title="racismo 1" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2010/11/racismo-1-300x289.jpg" alt="" width="300" height="289" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ana Márcia Diógenes &#8211; Coordenadora do UNICEF (CE, PI e RN)</p>
<p style="text-align: justify;">Como uma pessoa se torna preconceituosa? Como uma pessoa se torna racista? Todas as crianças nascem “zeradas” em termos de pensamento ou comportamento de segregação, mas, com o passar do tempo, dependendo de influências ou vivências, podem acumular um volume de lógicas e raciocínios que redundam no não reconhecimento do outro, quando este outro é de raça ou cor diferente da sua. Pais, parentes e professores, pelo papel que têm na formação da criança, são responsáveis para que um cidadão aprenda a respeitar, desde cedo, a diversidade étnico-racial.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo a prática do racismo sendo crime inafiançável e imprescritível, segundo a Constituição de 1988, em seu art. 5º &#8211; inc. XLII, ainda assim é comum assistirmos falas e declarações de conteúdo racista como algo “comum” em tom de brincadeira, ou de piadas. Isso tem se reproduzido de geração a geração e passado de pai para filho, como se fosse um costume de família. Dessa forma “natural”, em tom de brincadeira, poucos assumem o preconceito, mas os efeitos na formação de uma criança são concretos: ela passa a não compreender a riqueza da diferença e a igualdade dos direitos entre as pessoas. São impactos visíveis na vida de crianças e adolescentes negros, indígenas e brancas.</p>
<p style="text-align: justify;">O UNICEF, como agência da ONU que tem a missão de defender direitos de crianças e adolescentes, lança hoje, dia 29 de novembro, uma campanha em nível nacional para alertar sobre o impacto do racismo na vida de milhões de crianças e adolescentes e contribuir para promover iniciativas que contribuam com a redução das disparidades. No Rio Grande do Norte, o lançamento acontece dia 30 de novembro, na Assembléia Legislativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os números falam por si. No Brasil vivem 31 milhões de crianças negras e 160 mil indígenas, ou seja, 54,5% das crianças são negras ou indígenas. Um dado que assusta e que revela as disparidades: 65% das crianças pobres são negras. Quando se analisam números da mortalidade infantil, de crianças fora da escola ou de mortes de adolescentes negros, fica ainda mais explícita a necessidade de alertar a sociedade e mobilizar para que sejam asseguradas a equidade e a igualdade étnico-racial desde a infância.</p>
<p style="text-align: justify;">A campanha sobre o racismo na infância foi desenvolvida com o objetivo de contribuir para rever o imaginário, principalmente quebrar a comodidade da falsa afirmação de que não existe racismo no Brasil; ajudar a promover o respeito entre as pessoas e práticas que combatam a discriminação, colaborando para a afirmação das identidades de crianças indígenas, negras e brancas.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os resultados esperados, está o aumento do reconhecimento sobre os efeitos do racismo na vida de crianças e adolescentes e da valorização de direitos, identidades e da diversidade cultural. Em nível de políticas públicas, o que se espera é a formulação e implementação de ações voltadas para a redução das disparidades na educação, saúde e proteção dos direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">O conceito de equidade, ou seja, a disposição para que o direito do outro seja reconhecido de forma imparcial e igualitária, é o que move a campanha. E é o que se espera que seja percebido como valor a ser cultivado na educação de crianças e adolescentes, para que gerações de crianças e adolescentes negros e indígenas, que passaram séculos à margem de políticas públicas, sejam efetivamente reconhecidos na categoria de sujeitos de direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Fonte: Tribuna do Norte</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mulheres jovens não são o futuro, são o presente</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2010/10/20/mulheres-jovens-nao-sao-o-futuro-sao-o-presente/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 14:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ditta Dolejsiova]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ser mulher, jovem, negra e pobre no nosso país tem sido sinônimo de desigualdade e discriminação. Tenho trabalhado com muitas dessas mulheres nos últimos anos. Mulheres que acreditam que essa situação pode mudar e que, para isso, seu envolvimento na discussão de temas como relações de gênero, desigualdades raciais, sociais e geracionais é fundamental. É preciso compreender que as desigualdades das quais elas tem sido alvo não são dadas pela natureza e sim, construídas socialmente e reproduzidas cotidianamente nas suas casas, nos seus locais de trabalho e de educação, nas suas relações sexuais e afetivas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-7764 aligncenter" title="Movimento-Negro-A-voz-do-passado" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2010/10/Movimento-Negro-A-voz-do-passado.jpg" alt="" width="160" height="226" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ser mulher, jovem, negra e pobre no nosso país tem sido sinônimo de desigualdade e discriminação. Tenho trabalhado com muitas dessas mulheres nos últimos anos. Mulheres que acreditam que essa situação pode mudar e que, para isso, seu envolvimento na discussão de temas como relações de gênero, desigualdades raciais, sociais e geracionais é fundamental. É preciso compreender que as desigualdades das quais elas tem sido alvo não são dadas pela natureza e sim, construídas socialmente e reproduzidas cotidianamente nas suas casas, nos seus locais de trabalho e de educação, nas suas relações sexuais e afetivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Meninas negras não precisam se embranquecer para serem bonitas</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos grupos de mulheres estão se organizando, em todo o País, com o intuito de pensar e discutir essas questões e de construir outras possibilidades de práticas sociais. Temos visto organizações governamentais e não governamentais desenvolverem intervenções para formar lideranças e fomentar a participação dessas mulheres na construção de políticas públicas e nos espaços de controle social. Como fruto dessas iniciativas, temos visto mulheres jovens demandando do poder público atenção às suas especificidades monitorando a execução destas políticas.</p>
<p style="text-align: justify;">O que elas querem? Querem uma escola que também apresente princesas e heroínas negras, para ensinar as meninas negras que não precisam se embranquecer para serem bonitas; Querem um serviço de saúde que respeite suas escolhas e que as considere sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos; Querem exercer os mesmos direitos de ir e vir dados aos homens jovens; e tantos outros direitos fundamentais para o exercício da cidadania numa sociedade democrática.</p>
<p style="text-align: justify;">O envolvimento dessas mulheres jovens na busca por conquistas cotidianas significa que elas não são apenas parte do futuro, mas que estão construindo um presente mais igualitário para elas e para toda a sociedade. Investir na educação entre pares e fomentar a participação de jovens (mulheres e homens, negros e não negros) parecem ser possibilidades rumo à construção de um presente e de um futuro melhor para todos nós. Então, o que podemos fazer para fortalecer a participação de jovens?</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Correio do Brasil (Texto de Jeane Félix, doutoranda em Educação pela UFRGS)</p>
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		<title>Juventude se une para enfrentar o racismo na América Central</title>
		<link>https://www.infojovem.org.br/blog/2010/08/19/juventude-se-une-para-enfrentar-o-racismo-na-america-central/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 19:10:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ditta Dolejsiova]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos avanços que têm ocorrido, nos últimos anos, na América Central é a mobilização e participação popular para o desenvolvimento da comunidade afro-centro-americana, e um desses conjuntos de movimentos que tem se empoderado neste sentido, é a juventude afrodescendente. A partir da evidência de características e problemáticas que os atingem, em sua maioria, pela identidade afro, a juventude dos países de Honduras, Nicaraguá, Panamá, Belize, Costa Rica e Guatemala estiveram reunidos durante a realização do VI Encontro da Juventude Afrocentroamericana, na semana de 05 a 08 de agosto, na cidade de La Ceiba, em Honduras. Participaram também do evento, jovens do México, Brasil e Estados Unidos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-5902 aligncenter" title="abertura" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2010/08/abertura.jpg" alt="" width="358" height="269" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos avanços que têm ocorrido, nos últimos anos, na América Central é a mobilização e participação popular para o desenvolvimento da comunidade afro-centro-americana, e um desses conjuntos de movimentos que tem se empoderado neste sentido, é a juventude afrodescendente.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da evidência de características e problemáticas que os atingem, em sua maioria, pela identidade afro, a juventude dos países de Honduras, Nicaraguá, Panamá, Belize, Costa Rica e Guatemala estiveram reunidos durante a realização do VI Encontro da Juventude Afrocentroamericana, na semana de 05 a 08 de agosto, na cidade de La Ceiba, em Honduras. Participaram também do evento, jovens do México, Brasil e Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo do encontro foi discutir as políticas de desenvolvimento da juventude afrocentroamericana no Continente, assim como criar um Plano de Ação de Atuação desses jovens em seus países, a fim de combaterem as desigualdades, ocasionadas pela discriminação racial.</p>
<p style="text-align: justify;">A América Central tem uma população de 40 milhões de habitantes, destes, 10% são afrodescendentes, e mesmo após a independência do continente há mais de 200 anos, está população ainda vive em níveis de exclusão, racismo, discriminação racial e em condições socioeconômicas deploráveis. Muitos desses problemas, segundo a Organização de Desenvolvimento Étnico Comunitário (ODECO), são provenientes da falta de vontade política das classes que controlam os estados, a falta de institucionalidade das organizações e comunidades afrocentroamericanas e a falta de lideranças comprometidas com a causa, principalmente a juventude.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, com o intuito de intensificar a participação da juventude no crescimento das oportunidades e no avanço das lutas da população afrodescendente da América Central, a ODECO tem organizado encontros com a juventude de diversos países do continente, para ampliar a incidência desses jovens contra as mazelas oriundas do racismo.</p>
<p style="text-align: justify;">“A atual situação da nossa população, em especial, da juventude afrocentroamericana, é extremamente de empobrecimento e exclusão política, econômica, social, cultural e ambiental. Dessa forma, é muito importante construirmos e constituirmos uma união e uma base sólida para enfrentar as desigualdades que nos são inerentes, principalmente na educação” ressaltou o secretário de assuntos para juventude da ODECO, Ovilson Bermúdez.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais <a href="http://correionago.ning.com/profiles/blogs/juventude-se-une-para" target="_blank"><span style="color: #ff6600;"><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></span></a></p>
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		<title>Negro tem risco duas vezes maior de ser assassinado no País do que branco</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 20:30:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ditta Dolejsiova]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil registrou 47,7 mil assassinatos em 2007, o equivalente a uma média diária de 117 mortes, conforme o Mapa da Violência 2010: Anatomia de Homicídios no Brasil. Mas o dado mais alarmante do relatório divulgado ontem é que pela primeira vez foi possível, numa série histórica de cinco anos, quantificar o risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no País. E esse risco é 130% maior do que o de um jovem branco.
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2010/04/7fotoip02a.jpg"><img class="size-full wp-image-4401 aligncenter" title="7fotoip02a" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2010/04/7fotoip02a.jpg" alt="" width="250" height="170" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil registrou 47,7 mil assassinatos em 2007, o equivalente a uma média diária de 117 mortes, conforme o Mapa da Violência 2010: Anatomia de Homicídios no Brasil. Mas o dado mais alarmante do relatório divulgado ontem é que pela primeira vez foi possível, numa série histórica de cinco anos, quantificar o risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no País. E esse risco é 130% maior do que o de um jovem branco.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa situação não é diferente quando se analisam todas as faixas etárias. O número de vítimas brancas passou de 18.852 para 14.308, o que significa uma redução de 24, 1%. Entre negros, o número de mortes saiu de 26.915 para 30.193, um crescimento de 12,2%. Para cada branco assassinado, morrem 2,2 negros no País. Isso significa que morrem no Brasil 107,6% mais negros do que brancos.</p>
<p style="text-align: justify;">A desigualdade entre as duas populações, que já era expressiva, aumentou muito num período de apenas cinco anos. Em 2002, morria 1,7 negro entre 15 e 24 anos para cada jovem branco. Em 2007, essa proporção foi de 2,6 para 1.</p>
<p style="text-align: justify;">O abismo entre taxas de homicídios é resultado de duas tendências opostas. Nos últimos cinco anos, o número de mortes por assassinato entre a população jovem branca apresentou redução: 31,6%. Entre negros, houve aumento de 5,3% das mortes no período. &#8220;Brancos foram os principais beneficiados pelas ações de combate à violência. Temos uma grave anomalia que precisa ser reparada&#8221;, diz o autor do estudo, Júlio Jacobo.</p>
<p style="text-align: justify;">A nova série histórica só foi possível porque, a partir de 2002, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a registrar nas certidões de óbito a raça do morto em mais de 80% dos casos. Anteriormente, esse dado só aparecia em cerca de 30% dos registros.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Estadao.com.br</p>
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		<title>Dia da Consciência Negra</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 19:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ditta Dolejsiova]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 20 de dezembro é comemorado o Dia da Consciência Negra. Essa data foi incluída no calendário escolar em 09 de janeiro de 2003, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Lei 10.639. Essa é uma data nacional para se discutir o assunto da igualdade racial. A data foi escolhida em homenagem a Zumbi dos Palmares, em decorrência da data de sua morte, em 1695. Zumbi é considerado símbolo da resistência negra à escravidão, ele foi um dos principais líderes do Quilombo do Palmares]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-3171 aligncenter" title="dia_da_consciencia_negra1" src="http://infojovem.org.br/wp-content/uploads/2009/11/dia_da_consciencia_negra1-300x225.jpg" alt="dia_da_consciencia_negra1" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">No dia <strong>20 de dezembro é comemorado o Dia da Consciência Negra</strong>. Essa data foi incluída no calendário escolar em 09 de janeiro de 2003, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Lei 10.639. Essa é uma data nacional para se discutir o assunto da igualdade racial. É importante lembrar que essa mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A data foi escolhida em homenagem a <strong>Zumbi dos Palmares</strong>, em decorrência da data de sua morte, em 1695. Zumbi é considerado <strong>símbolo da resistência negra à escravidão, ele foi um dos principais líderes do Quilombo do Palmares</strong>, em Alagoas, uma das áreas usadas pelos escravos quando fugiam do domínio dos senhores de engenho. Segundo Zulu Araújo, presidente da Fundação Cultural Palmares, “O dia 20 de novembro tem vários significados. O primeiro é homenagear Zumbi dos Palmares. A maior referência brasileira negra da luta contra a escravidão e referência mundial da luta pela liberdade. O segundo é a luta permanente para que a consciência da igualdade e do direito de todas as pessoas, não só as dos negros, seja plena no dia-a-dia”.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo dados da Secretaria Especial de Políticas de promoção da Igualdade Racial, em 2008, mais de 400 municípios adotaram o dia 20 de novembro como feriado em decorrência do Dia da Consciência Negra. De todos os estados, o que tem mais adesão dos municípios é o estado do Mato Grosso, com 141 municípios feriando nessa data, e tendo o próprio estado adotado a data como feriado estadual.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste dia várias atividades culturais e educacionais (seminários, debates, lançamentos de livros, cinema, encontros, apresentações culturais, etc.) serão organizadas em todo o país. Temas polêmicos (cotas universitárias, beleza negra, negro no mercado de trabalho e etc.) são discutidos buscando minimizar o racismo que há ainda no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">O Seminário A pequena África e seus Personagens, realizado no último de dia 05 de novembro, abriu a Agenda 20 da Fundação Cultural Palmares, organização ligada ao Ministério da Cultura, que desenvolverá, durante todo o mês de novembro, diversas atividades culturais comemorativas ao Dia da Consciência Negra. Ao todo serão 20 manifestações culturais em 12 cidades brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.palmares.gov.br/_temp/sites/000/2/download/agenda20-041109.pdf" target="_blank"><span style="color: #ff4c00;"><span style="text-decoration: underline;">Confira a programação de sua cidade</span></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">Maiores Informações sobre a Agenda 20 no site da <a href="http://www.palmares.gov.br/" target="_blank"><span style="color: #ff4c00;"><span style="text-decoration: underline;">Fundação Cultural Palmares</span></span></a></p>
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